“Este livro é o registro dessa procura. É uma tentativa de ouvir as florestas não como ecos de um passado pré-humano, mas como as vozes acumuladas de inúmeras decisões tomadas e refeitas ao longo do tempo. Defende que as paisagens florestais muito valorizadas — a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Floresta Laurissilva da Macaronésia etc. — não são florestas intocadas, mas antes sofisticadas conquistas bioculturais, criadas e mantidas através de práticas que só agora começamos a compreender”[...]“As práticas que criaram florestas culturais não eram perfeitas, foram adaptadas a condições sociais e econômicas específicas que já não existem. O passado não pode ser simplesmente replicado. Mas pode reconhecer-se que a sustentabilidade não é um problema técnico resolvido com melhores ferramentas, mas um problema relacional que exige um compromisso a longo prazo como lugar. A biodiversidade e a diversidade cultural não são objetivos de conservação separados, mas sim aspectos interligados da mesma herança biocultural”[...]Prof. Dr. Josep PintóBiogeógrafo. Professor EméritoUniversidade de Girona (Catalunha, Espanha)
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