
Armando Santinhos
Originário de Brescos – Santo André, é em Grândola que passa a infância, e parte da juventude por força do trabalho do pai, agente da PSP. Órfão de pai aos nove anos, e aos onze com a emigração da mãe para França, é em Grândola que faz os estudos liceais, ao abrigo de uma bolsa de estudo conferida pela CMG, a alunos carenciados. Nos períodos das férias escolares é a Brescos, e à família do pai que regressa, estabelecendo com as suas gentes e com o meio, uma relação de agradecimento e de amor incondicional que o acompanhará pela vida fora. É aqui nesta simbiose, entre taipas, caniços, lagoa e mar que inicia a aprendizagem de guitarra, ligada ao cancioneiro e às baladas de Abril e Maio. Após o serviço militar, e portador de formação em Topografia, que nunca exerceu, abraça o Projeto de Sines, ao qual entende dever todo o percurso laboral, social, académico e económico. É admitido aos vinte e um anos no GAS, tendo três anos depois transitado para a APS, até à sua aposentação antecipada. Neste percurso, foi empresário do ramo automóvel e volta aos bancos escolares, tendo no seu currículo o Curso de Guitarra Jazz, na vertente de Análise, Composição e Ensemble, a Licenciatura em ASHT, a Licenciatura em Engenharia de Segurança, e o Mestrado em Ambiente e Cidadania. Enquanto músico foi, durante décadas, profissional de Viola de Fado, com participações em gravações, bem como em incontáveis sessões de fado. Atualmente, é Professor de guitarra, bem como de formação musical e Maestro de um Grupo Vocal na Academia Sénior – ASAS, em Vila Nova de Santo André. Não se considera escritor. Antes um contador de estórias, relativas ao seu meio e à sua gente. Obras Publicadas: – Várzea de Prosas; – Taipa e Caniço; – Ainda que Chova.
Su libro

Seara de Lodo
O Alentejo litoral, as zonas húmidas da cultura cerealífera do arroz, foram palco de ranchos de homens e mulheres, que pela dedicação dos seus braços e das suas mãos, enterrados em terreno lodoso, souberam transformar os dias em grão e as suas vidas em serões de olhares nos cantos dos lares, contando lendas. É sempre tempo de falar de um tempo que nos talha a memória em jeito de homenagem e agradecimento.
