
Belisa Lapa
Nasci na cidade do Porto em 1957 e deram-me o nome de Isabel. Vivi uma infância serena e a sorte de ter uma adolescência conturbada, num momento em que o olhar passou a ser frontal e o desafio essencial. Reinventou-se a palavra liberdade. As pessoas, nas diversas fases da sua vida, foram o meu labor. Ajudaram a construir quem sou (será que fui significativa?). A Belisa esteve sempre ao meu lado nos caminhos que tralhei, cruzou palavras e imagens como forma de expressão, dando significado às memórias, preocupações, alegrias e tristezas que vivenciei.
Su libro

Palavras, Essas Aves Libertinas
Neste pequeno livro procuro, com despojamento, olhar imagens e factos que me interpelam, exacerbando o pensamento, os sentimentos e as emoções. Soltam-se palavras de rompante que burilo, apaixonadamente, e cada poema é nascituro, um novo ser que, quando outros lerem, há-de nascer. Tenho uma cegueira natural que faz emergir apenas o que me encanta quando olho o Porto, minha cidade, meu berço. O rio, o mar, a outra margem, as pessoas, os bichos, os gestos e os lugares, refúgios que me deslumbram e que se expandem a outros sítios do meu País. Porém, o epicentro é minha alma, ora leve, ora pesada, ao sabor dos bafejos que o vento da vida me oferece.
