Cândida Ferreira
Maria Cândida de Matos Ferreira nasceu em Aveiro (ano 1950). Licenciou-se em Filosofia. Enquanto estudante, foi elemento do TEUC e frequentou, após a licenciatura e durante um ano, a Sorbonne Nouvelle onde realizou algumas unidades didácticas em disciplinas de Teatro, ao mesmo tempo que frequentou vários ateliers de expressão dramática. A sua primeira actividade profissional foi dedicada ao estudo e à prática da expressão dramática e do teatro para crianças. Fez o Mestrado em Psicologia Pedagógica. Foi professora no ensino secundário, actividade a que se dedicou por inteiro Publicou os seguintes artigos: A educação moral na escola secundária – alguns dados empíricos in Revista Psychologica, nº 17 – Universidade de Coimbra, 1997 (co-autoria com Orlando Lourenço e Maria Conceição Taborda) Locke e a fortuna de Voltaire in Actas do Colóquio Internacional “A herança de Locke” realizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Unversidade de Lisboa, 2005 O tempo da saudade in Revista Litorais, estudos figueirenses, nº 19, 2008 Após encerrar a sua actividade profissional, dedicou-se à escrita. "Ninho de Águia" é o seu primeiro romance.
Sus libros

Ninho de Águia
Ninho de Águia é um livro perfeitamente intimista. Mergulhamos até um lugar profundo do ser das personagens que atravessam o tempo. Um tempo que se faz longo se atendermos aos momentos explorados pela(s) narradora(s) e, depois, num tempo outro, distanciamo-nos desse longo verão da meninice e detemo-nos num outono breve, sempre breve demais. Que expectativas constroem as personagens? Que destino tem uma figura que se faz de tenra idade e é já abandonada? Numa prosa ficcional com muitos momentos de vivência real, Cândida Ferreira transporta-nos tão facilmente para uma ambiência de proximidade, que nos parece que vivemos com as personagens, sonhamos, brincamos com elas... Uma escrita cuidada a deste livro. E logo nos parece nosso, como se pudéssemos tê-lo escrito.

Lágrimas no Sangue de Laura
Laura, uma menina de oito anos, desaparece do olhar do pai. Talvez depois
de uma viagem que poderá não ter regresso como as de milhares de refugiados
da Segunda Guerra Mundial que assolava a Europa, na primeira
metade do Séc. XX e que tinham Lisboa como destino provisório.
A mãe desaparece também, com a filha, talvez na tentação de uma existência
sustentada de ambição. Que sucesso terá?
O pai procura a filha. Nem que, para a encontrar, tenha de contratar um
detective. Que êxito terá?
Entretanto, Laura não se conforma com essa sua condição, uma espécie
de exílio.
Em Lisboa e numa pequena Povoação, estórias paralelas se desenrolam,
num contexto estreito como o é o de uma aldeia e, num contexto mais largo,
como o é o de um país e o de um continente em que a violência se espalha
e a tirania se cerra.
A luta é um caminho sensível, longo e árduo. Para o pai e para a filha.
Lágrimas correm no sangue de Laura.
Lágrimas correm no sangue de tantos que sonham a liberdade que só a
paz lhes pode trazer.
