Libros.cc

Carlos Oliveira Pinto

Carlos Manuel Tavares de Oliveira Pinto nasceu em Lisboa, no ano de 1946.

– Cumpriu o serviço militar, entre janeiro de 1967 e abril de 1970, como alferes miliciano.

– Bancário reformado, desenvolveu a carreira até ao nível da Alta Direção.

– É Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também já havia frequentado os primeiros anos do curso de Direito, e concluiu a sua formação humanística com um seminário anual de Psicologia Social, na Universidade Nova de Lisboa.

– Paralelamente à atividade e formação bancária, deu aulas de História em cursos de adultos para acesso ao ensino superior e fez investigação em História Política e Social, centrando-se, no período final da Monarquia e na 1.ª República.

– Tem publicados os seguintes trabalhos:

– “O Governo de José Relvas e a restauração republicana de 1919” – em colaboração – in Revista História n.º 12, de 1979.

– “A Ditadura de João Franco” - in Revista História n.os 36/37, novembro de 1981

– “O Franquismo” – in História Contemporânea de Portugal- Monarquia Constitucional, volume II, 1990, obra dirigida por João Medina.

– “José Relvas – Um Revolucionário Conservador” – Biografia transmitida pela RDP 2 em 10 e 26 de setembro e 6 de outubro de 1982, em programa produzido por Mário Figueiredo.

– “Tropa Fandanga”, Edição 5 Livros, 2024.

Sus libros

Tropa-Fandanga

Tropa-Fandanga

PROSA: NO FICCIÓN102 pág.ISBN 9789897828270

(…) Duas alternativas se apresentavam então aos mancebos: ou fugiam, uns por convicções políticas e outros, bem apoiados economicamente, por receio da guerra, ou, situação mais comum, cumpriam o seu destino de servir. Incluí-me voluntariamente no último grupo. Naquele tempo, a maioria dos pais, embora temente dos perigos da guerra, ainda acreditava que a tropa era o complemento ideal para a educação dos filhos, limando-lhes as arestas da rebeldia ou do comodismo. Para alguns, de horizontes mais limitados, era mesmo a única oportunidade dos descendentes aprenderem mundo e até as primeiras letras. Conceitos de ordem, disciplina, sacrifício, companheirismo e até de honra estavam associados à vida militar. (…) In Preâmbulo

A Mão Invisível

A Mão Invisível

Historia: acontecimientos y temas específicos136 pág.ISBN 9789895860678

Assinalou-se, ainda recentemente, o centenário do regicídio...No decurso destes cento e poucos anos, o regicídio e os regicidas têm sido tratados de forma extremada. Para uns, o atentado e a glorificação dos seus autores, foram perfeitamente justificados pela situação que então se vivia em Portugal, cujas causas imputavam ao regime monárquico e personificavam nas controversas figuras de João Franco e do rei D Carlos I; para outros, tratou-se fundamentalmente de um brutal assassínio que envergonhou o país, cobrindo para sempre de ignomínia quem o fomentou, planeou e praticou. Foi esta última posição que vingou maioritariamente nas obras publicadas, aquando do seu centenário.

…também a figura do rei, central em toda esta conjuntura, carece de reposição na realidade, moderando-se o excessivo enaltecimento de que ultimamente tem sido alvo que hipervaloriza as suas qualidades, escondendo-

-lhe os defeitos que, humanamente, também possuía.

Para a maioria dos seus biógrafos, D Carlos I foi um esclarecido político e diplomata, um cientista emérito, um artista de elevada sensibilidade, um ás no desporto e um exemplar chefe de família. Em suma: um modelo de Homem e um exemplo de Chefe de Estado…

Nesta perspectiva, terá sido o precursor do Super-Homem que assassinaram no Terreiro do Paço…

(in Preâmbulo)

Ver ficha del libro