Ema de Castro Navarro
Su libro

Pensar em grego
No mundo da mitologia, estamos sempre perante os grandes arquétipos do comportamento humano, mais do que dos da divindade, das fortes simbologias, e de concepções plenas de uma vitalidade, nem sempre estruturante de acordo com os cânones ideais, mas, conseguida sim, pelos antagonismos e paradoxos comportamentais.
A mitologia e tragédias gregas, oferecem-nos os paradigmas suficientes para a compreensão de algum comportamento humano, nomeadamente para as dificuldades sucessórias que podem surgir entre pai/filho, filho/pai, homem/mulher, como paradigmas de toda a relação de poder.
Abordam-se as três tragédias de Sófocles: “Édipo Rei”, “Antígona”, e “Édipo em Colono”, de forma integrada, dinâmica e dialéctica, tal como a “Teogonia” de Hesíodo.
Verdadeiras maravilhas arquetípicas!
A evolução desta humanidade, é feita de contratempos e imprevistos, onde a consciência de Si Mesmo vai progredindo no encalço de figuras-farol, pertenças de todos os tempos e eras, numa afinidade de que só os afins partilharam e partilham, e que, no entanto, com todos desejam compartir.
Por sua vez, alguma da filosofia, anseia por dignificar não só a extensão material, como a imaterial da humanidade, e da divindade.
Não se pretendeu uma abordagem mono focada apenas nestes temas, mas principalmente, gerar articulações variadas, onde podem pontuar referências a filósofos gregos, textos bíblicos, com as possíveis analogias, equivalências, simbologias, e interpretações do âmbito psicológico.
É um pequeno trabalho, embora denso, pluriangular, onde as associações interpretativas integram os autores referenciados, e, tem como finalidade, a dignificação dos dois universos: o da divindade e o da humanidade.
