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Fernando Mascarenhas

Fernando Mascarenhas

Fernando Jorge Carneiro Mascarenhas, é um transmontano nascido em Macedo de Cavaleiros a 6 de Maio de 1944. Estudou Direito em Coimbra e licenciou-se em Gestão de Bancos pelo ISGB. Fez carreira na Banca, na área comercial e, depois de reformado, começou a dedicar-se à escrita. Edita o seu primeiro romance em 2008 e até 2021 edita mais seis. Quem faz a sua leitura sucessiva, tem a grata surpresa de uma continuidade nos seus primeiros três livros. Os seguintes já são escritos noutro registo, embora todos eles passem por Trás-os-Montes, ou por referências às suas paisagens, à sua linguagem e aos seus costumes. O autor vive actualmente entre Macedo de Cavaleiros e Vila Nova de Gaia e divide-se entre a escrita, a pintura, alguns desportos e as suas paixões pela leitura e pela natureza.

Sus libros

A OITAVA MULHER DE LEO

A OITAVA MULHER DE LEO

NARRATIVA ROMÁNTICA370 pág.ISBN 9789898574473

O acaso envolve Leo (Leonardo), professor universitário, num apaixonante thriller de mistério e morte, durante o qual crimes em série são esclarecidos. Escrito em linguagem e ritmo vivos, estilo a que o autor sempre nos habituou e nos cativa desde o início. Só por si, esta parte bastaria… mas há mais, muito mais, que agiganta esta obra de Fernando Mascarenhas… Dir-se-ia a crónica das variantes na ligação afectiva íntima para além da monogamia judaico-cristã. Dá-nos o divertido expor da opção de Leo: relações ocasionais dentro de um grupo de sete «amigas coloridas». Se aí há algum jogo de domínio, o resultado é incerto pois a mulher é cada vez mais senhora de si graças à sua pertinácia. O horror invade-o quando descobre nos crimes o efeito de uma outra variante, esta inteiramente maligna: a treva da servidão patológica às pulsões sexuais desenfreadas e mortíferas. Num contexto bem diferente, surpreende-se benignamente com a descoberta da poligamia, nada de que não haja exemplos na nossa sociedade, nomeadamente no mundo rural do interior transmontano, que o autor conhece bem e onde situa uma parte destes relatos que nos fazem reflectir. Por fim, com «a oitava mulher», reconhece o amor verdadeiro e percebe que terá que deixar a anterior conduta, desafio difícil, mas convicto: o maior dos afectos é exclusivo. Seguramente irá ter novo rumo? Há uma derradeira revelação e Leo, igualmente convicto, celebra a centenária novidade da bigamia do seu bisavô aristocrata… Leitura a não perder.

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A Batuta de Elisa

A Batuta de Elisa

132 pág.ISBN 9789898574565

Duas mulheres, que se reconhecem primas a milhares de quilómetros do recanto transmontano onde estão as suas raízes e onde, durante décadas, estando próximas, não se encontram. Mas nos confins da América do Sul, uma reconhece a outra: «Tu és minha prima.» A partir daí, as suas vidas vão andar sempre em paralelo, pela Argentina, pelo Brasil, pelo Chile. No regresso às origens, uma delas, Elisa, opta por criar cavalos Puro Sangue Lusitano no Ramalhal, uma propriedade da Família no interior Transmontano. Mas acontecimentos inesperados fazem-na regressar ao Brasil e é aí, confrontada com um tremendo desafio que a apanha de surpresa, que as suas capacidades de organização e liderança, o seu carácter forte e o seu coração grande, vão traçar horizontes ao cumprimento da vontade de uma família dizimada por um acidente de avião e pela incúria e irresponsabilidade com que o poder político enfrenta a Pandemia de Covid-19. Este é o sétimo livro de Fernando Mascarenhas. Mais curto do que é habitual, num registo entre a novela e o romance, mantendo, porém, uma das suas características habituais, a fluência narrativa e o estilo, que prende o leitor desde as primeiras páginas. «Uma história inesperada pelo que transmite de bom, raro nestes tempos de literatura de queixas, denúncias, violência, desgaste. É uma história bonita, actual na temática, sempre acompanhada por sentimentos certos e bem claros, construindo um ritmo e uma moral. O leitor não é enganado pelas personagens, que não surgem como fachada ou máscaras; é conduzido por elas, envolvendo-o nos diálogos, nos problemas das suas existências e no cumprimento dos seus destinos. Naturalmente. Escrita com fluência e sem hesitações, nem no estilo, nem no discurso, permitindo-nos uma leitura tranquila, diria, reconfortante.» Mónica Baldaque

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