
Helena Saraiva
Helena Saraiva nasceu há 43 anos, em Venda do Cêpo, uma pequena aldeia do interior, situada no concelho de Trancoso, Distrito da Guarda. Desde miúda que gosta de escrever por ser a forma mais fácil de expressão. Sempre acreditou na magia das palavras e no poder que o registo das mesmas tem. Usa a escrita para se ir arrumando e recuperando a paz. Perdendo-se na sua imaginação (e personagens), entre sonhos, esperança, ideias que serão sempre (e só) a sua perspetiva de ver as coisas, nada mais do que isso. Mentora de um projeto pioneiro no distrito da Guarda, é atualmente Presidente e Coordenadora da “Rugas de Sorrisos” – Associação de Apoio Social que visa combater a solidão e o isolamento da pessoa idosa, promovendo a sua inclusão e retardando a sua institucionalização. Graças a esse projeto, ao percurso de aprendizagem e conhecimento que vai somando, já é o terceiro livro que partilha connosco, em três anos. Tal como nos livros anteriores, a autora, convida-nos a refletir, sobre as nossas dualidades, e na forma como lidamos com elas. “Aos olhos de todos e de ninguém…” Um livro que nos fala de resiliência, de persistência – apesar da adversidade, – de sonhos e de amor. Um livro em que a autora tenta marcar a diferença na esperança de um mundo melhor e mais justo. Através de Leonor e da sua história, mostra-nos as lutas de muitas vidas espalhadas por aí. A mensagem que nos passa é clara: – Devemos fazer o que gostamos e não permitirmos que nada, nem ninguém, nos roube a identidade! Tendo o cuidado de não roubar a identidade de ninguém nesse processo. Estar mais atento ao que nos rodeia. Ao outro. Sem filtros. Sem julgamentos. O decurso do tempo é irreversível. Que isso nos baste e nos incentive a ser melhores. Que a história de Leonor nos inspire. Que o amor pela(s) vida(s) que nos compõe(m) seja sempre superior ao resto e que o resto nunca passe disso mesmo. “Esperamos que gostem de a ler, como ela gostou de vos escrever”
Sus libros

Coisas da cabeça ou falta dela
Aos 17 anos, Carolina foi violada, pelo namorado Carlos e amigos, durante o seu baile de finalistas. Nessa mesma noite, Carlos morre e Carolina muda radicalmente de vida e de país. 15 anos depois, Carolina sente que está preparada para regressar a Portugal, enfrentar o passado e vingar-se dos amigos de Carlos, que o ajudaram a roubar-lhe os sonhos e a identidade. No entanto nesse regresso as coisas não são tão simples como gostaria. Surgem (re)encontros que despertam em Carolina um coração adormecido pelo ódio. Irá Carolina levar a sua avante e vingar-se ou irá a vida trocar-lhe as voltas e demonstrar-lhe que existem outros caminhos... Será Carolina capaz de confiar e amar novamente? Coisas da cabeça ou falta dela é um livro que nos leva pelo lado mais escuro da nossa mente e que nos prova que ficar por lá ou não, será sempre uma escolha nossa.

Aos olhos de todos e de ninguém
“Pensa em ligar ao Francisco, mas não lhe apetece estar com ele. Lembra-se da cabra com quem se cruzou no cinema. Onde quer que vá, haverá sempre alguém para lhe lembrar o rodopio de mulheres na vida dele. E começa a caminhar sem rumo, como faz sempre que a sua vida se torna pesada, ou demasiado cheia de si mesma. Outro copo. Dava jeito outro copo. Pensa, começando a correr para o abismo.” (…) Aos 37 anos, Leonor está em fase terminal. Mas a vida ainda tem surpresas para ela e mais um desafio a aguarda… Francisco, o seu amor de outros tempos, e de outra vida, voltou. (…) Esta viagem conturbada pelas emoções de Leonor em luta permanente consigo mesma, não é fácil de acompanhar. A filha, os pais, a melhor amiga e o Francisco, assistem com o amor que perdoa tudo. Até quando? Também Leonor terá de encontrar forças para se perdoar. Será que vai conseguir? (…)

Chamo-me Agora
“Fui tua mulher e mãe dele durante todo o tempo que não tivemos. Juntos. Mesmo que separados. Inventei histórias mais bonitas do que a minha. Vesti-lhe a pele. Agarrei-me a elas. E sobrevivi de cara sorridente. Sabes como? Não me levei a sério. Nem a vós. E talvez tenha sido essa a receita. Para continuar a amar-vos…” A morte de D. Laura apanhou todos de surpresa. As revelações que este infeliz episódio vai despoletar num tempo supostamente dedicado ao luto, faz emergir os frutos da violência das escolhas que D. Laura assumiu no passado. O labirinto emocional improvável instala-se, adensa-se, destila-se. A felicidade não se adia. Vive-se aqui e agora. Até ao fim dos nossos dias. Qualquer semelhança com a realidade deveria ser pura ficção, mas como a autora nos vem habituando, é provável que em alguns dramas vividos nestas páginas se tenha inspirado em vidas recordadas e emprestadas a estas personagens.
