Hugo Pereira “Guerra”
HUGO PEREIRA “GUERRA” Nasceu na freguesia e concelho de Valongo a 2 de maio de 1972. Sempre se lhe impuseram interrogações sobre o que é de facto a vida e consequentemente o comportamento humano. No fim dos anos 90 princípios do ano 2000 começa a tomar contacto com alguns materiais, nomeadamente ardósia e ferro, tendo realizado trabalhos na área de pequeno mobiliário e objetos decorativos. Após este período sente a necessidade de começar a materializar em objetos de arte, esculturas e telas, todas as suas inquietações. Embora sendo um autodidata, frequentou ateliers de pintura e desenho, tendo por isso feito um curso de desenho e pintura onde teve contacto com diversas técnicas, nomeadamente o pastel seco e o acrílico. Realizou até à data mais de 200 obras. Durante este percurso, ano 2013, pode salientar-se uma exposição em “vitrines de rua”, na cidade de Morges, Suíça, a pedido de um superior seu em ateliers de pintura e cerâmica que realizavam em conjunto para crianças. Ainda se releva uma colaboração, no jornal Gazeta Lusófona (Suíça) de 2 artigos de opinião mensais abordando a temática do comportamento humano em sociedade, durante o período de 2013 a 2015. No ano de 2025 inaugurou no Fórum Cultural de Ermesinde uma exposição intitulada “Caminhos”, onde apresentou pinturas em esmalte sobre tela e esculturas em argila, ferro e madeira. Pela ocasião da inauguração da exposição “Caminhos”, lançou um livro com o mesmo título, constituído essencialmente por poemas da sua autoria e fotografias das obras apresentadas na referida exposição.
Su libro

Estados
O mundo vai mal. Este é o diagnóstico que “Estados”, de Hugo Pereira “Guerra”, nos oferece. Talvez nunca o mundo tenha ido bem e, no entanto, esta constatação não deixa de ser singular. A solidão, a predação, a ambição humana, a alienação e a maldade – estados que dão nome a algumas das obras desta exposição – atravessam a história da humanidade; mas cada momento em que somos confrontados com esses estados é também um momento de chance: a chance de os encarar, analisar, dissecar e, quem sabe, transformar.
As 16 telas, 9 desenhos e 3 esculturas que Hugo Pereira “Guerra” aqui apresenta, bem como o texto e os poemas que as acompanham em livro, lançam luz sobre alguns dos piores estados de que a humanidade (ainda) padece. A combinação de cores vibrantes e de cores escuras parece transmitir a paradoxal experiência de uma sensibilidade vertiginosa coexistindo com o entorpecimento. Os rostos quase-humanos, muitas vezes grotescos ou disformes, tanto nas telas como nas esculturas, erguem o espelho ao rosto de uma humanidade autoiludida quanto à sua racionalidade e moralidade.
Esta exposição propõe um espaço de confronto e de demora, onde somos convidados a refletir sobre o(s) estado(s) do mundo, sentindo o timbre da urgência de trilhar um novo caminho.
