Isidro Sousa
Sus libros

A biblia dos pecadores
Esta obra literária revela-se uma Bíblia de pecadores porque as narrativas que a compõem foram inspiradas em passagens ou episódios da Sagrada Escritura e a autoria dos textos é da responsabilidade de 44 humildes pecadores, o que faz desta antologia A Bíblia dos Pecadores. Os 44 textos que apresenta foram redigidos em diversos géneros literários; da crónica ao conto policial, do drama à comédia, da prosa poética à biografia romanceada, da sátira à ficção científica, da fábula à peça teatral, da tragédia à aventura romântica... Os próprios autores, portugueses e brasileiros, escolheram os temas que desejaram desenvolver, independentemente das suas raças, crenças, orientações sexuais e filosofias de vida. Cada texto inclui uma citação da Bíblia, do episódio em que é inspirado, e o critério de apresentação dos mesmos baseia-se na ordenação bíblica, a partir das citações designadas. Do Génesis ao Apocalipse. Desse modo, surgem, nas primeiras páginas, as narrações inspi-radas no Génesis, e nas derradeiras as tramas apocalípticas. «Foi o que Januário fez. Nu, sozinho no ateliê, ferrou os dentes, levemente, na maçã, tentando entrar no espírito da cena bíblica, anunciadora do conhecimento», eis uma frase reveladora de O Mestre, o conto que principia esta colecção. Nas páginas imediatas, podemos ler as peripécias de uma Eva (ain-da sem filhos) ansiosa por resolver a questão da descendência na Terra, conflitos familiares baseados na tragédia de Abel, a ambição desmedida de Babel e uma sátira recheada de humor e malícia aos costumes de Sodoma e Gomorra. Nas tramas inspiradas em episódios dos livros subsequentes abunda uma vastíssima variedade de temas: adultérios e traições, angústias e arrependimentos, a dificuldade em assumir sentimentos ou de lidar com a própria sexualidade, relacionamentos inter-raciais, romantismos genuínos, a vivência do amor entre pessoas do mesmo sexo, desilusões e tra-palhadas amorosas, ambições no meio empresarial ou as lutas acirradas pelo Poder, crimes em meios eclesiásticos, reflexões sobre fé, religiões e espiritualidade, narrações sobre personalidades históricas, eventos bíblicos reflectidos na actualidade ou a necessidade de uma (nova) intervenção divina na Terra, missões humanitárias, vantagens e benefícios do voluntariado, a defesa dos Direitos Humanos ou a condição feminina em solo africano, reconfortantes diálogos com Deus e (também) sobre a Sagrada Escritura, discriminações sofridas pelos refugiados nos países de acolhimento, a visão do criminoso ante o martírio do inocente, o renascimento de um homicida, façanhas similares às de Robin dos Bosques, histórias de sensualidade e concupiscência, os caminhos mortíferos dos estupefacientes ou a sobrevivência no submundo da droga, as nefastas consequências resultantes do alistamento nas fileiras do Estado Islâmico, crises de consciência, o flagelo da violência doméstica e a escassez de dinheiro, sátiras ao charlatanismo de seitas ou de individualidades menos transparentes, as Marias Madalenas dos tempos modernos, os beijos de Judas, conspirações e visões apocalípticas. O leitor encontrará todos estes temas ao longo das 378 páginas que compõem A Bíblia dos Pecadores. São temas variadíssimos, escritos por quase meia centena de autores distin-tos entre si, com diferentes sensibilidades, culturas, idades, experiências de vida e estilos. Alguns foram já distinguidos em concursos literários e certames similares, conquistaram prémios e menções honrosas e têm obras individuais editadas, e outros fazem agora a sua estreia no universo das letras; as suas biografias podem ser consultadas no apêndice da antologia. A Bíblia dos Pecadores ? Do Génesis ao Apocalipse Antologia de textos literários inspirados em episódios bíblicos Organização e Coordenação: Isidro Sousa

O Beijo do Vampiro
O mito é um instrumento de materialidade das subjectividades do mundo; é uma narrativa de carácter simbólico-imagético relacionada com determinada cultura, que procura explicar e demonstrar, por meio da acção e do modo de ser das personagens, a origem das coisas ? de qualquer coisa que seja fantasiosa. E o ser humano, procurando compreender o universo que o rodeia, criou mitos que emergem como grandes metáforas capazes de sintetizar a forma como ele entende e organiza o caos da Natureza e da Humanidade, bem como materializar o que há de mais recôndito na sua alma. Surgem, então, seres monstruosos que corporificam os receios, os horrores e até mesmo os desejos humanos, entidades que ganham força através do mito, cristalizando-se no imaginário social ao mesmo tempo em que colocam o ser humano diante de si mesmo ? é como se, por intermédio destes seres, pudéssemos descortinar o lado escuro de cada um de nós, revelando-nos totalmente. É nesse contexto que se recorreu, através da literatura, à mitologia romena para dar origem a uma figura eterna, misto de violência, sensualidade, perigo e fascínio, que atravessaria os séculos: o vampiro.

Vendaval de Emoções
VENDAVAL DE EMOÇÕES Antologia de Poesia Lusófona 57 Autores Síntese da Obra: É sobre o tema das emoções que versam os 192 textos poéticos, de 57 autores lusófonos, incluídos neste livro. A emoção é uma experiência subjectiva associada ao temperamento, à personalidade e à motivação, podendo ocorrer em segundos (surpresa) como durar anos (amor). Existe uma distinção entre a emoção e os resultados da emoção, principalmente os comportamentos gerados e as expressões emocionais. As pessoas comportam-se frequentemente de certo modo como um resultado directo dos seus estados emocionais (chorar, lutar, fugir); raiva e desgosto podem ser combinados com desprezo e um homem irritável sente irritação mais facilmente do que outros. Estados afectivos podem também incluir fenómenos relacionados, como o prazer e a dor, estados motivacionais (fome, curiosidade), temperamentos, disposições e particularidades do indivíduo. Cada texto do livro contém uma emoção; alguns abordam várias emoções. Mas podemos considerar: cada poema, uma emoção. O que faz desta antologia um verdadeiro Vendaval de Emoções. Organização e Coordenação: Isidro Sousa. Autores: Alexandre Garrett, Amélia M. Henriques, Ana Maria Dias, Ana Paula Barbosa, Anderson Furtado, Andreia Vieira, Ângela Caboz, Angelina Violante, Augusta Silva, Carlos Arinto, Daniel Vicente, Egídio Piteira Santos, Everton Hardt, Fábio De Bari, Fernanda Helena, Fernanda Kruz, Guadalupe Navarro, Helena Lilith, Helena Pinto, Hélio Sena, Hugo Miguel Amaral, Inês Correia de Sá, Isidro Sousa, João Almeida, Joaquim Matias, Jonnata Henrique, Jorge Manuel Ramos, Jorge Pincoruja, José Duarte Mateus Beatriz, Leonor Matos, Lia Molina, Lucinda Maria, Manuel Duran Clemente, Manuel Timóteo de Matos, Marcella Reis, Maria Alcina Adriano, Maria do Pilar Santos, Maria Isabel Góis, Marizeth Maria Pereira, Mônica Gomes, Nicol Peceli, Pedras Nuas, Pedro Fernandes, Rafa Goudard, Roberto Barreiro, Rosa Maria, Rosa Marques, Ross Freitas, Sandra Rodrigues, Sara Timóteo, Scarleth Menezes, Sidney Rocha, Suzete Fraga, Tiago Gonçalves, Tito Lívio, Tó de Porto d´Ave, Vânia de Oliveira.

Graças a Deus
O livro «Graças a Deus!» reúne textos em diversos géneros literários de 51 autores lusófonos: contos, crónicas, cartas, reflexões, desabafos, poesia, etc. Embora fosse concebida para o Natal, muitos textos que esta antologia inclui não se focam no evento natalino; apresentam outros enredos, todavia, reflectindo sempre a fé no Senhor, ou mesmo gratidão ? sejam sentimentos pessoais ou através de personagens fictícias. São estórias e poemas cuja variedade de estilos e graus culturais é sublime, recheados das mais variadas sensibilidades, que, não obedecendo a um tema específico, privilegiam, de algum modo, a crença em Deus. O leque de textos é soberbo! Textos que abordam uma emoção, uma tristeza, um amor, um desejo, uma mágoa, um reconhecimento, uma lembrança, uma felicidade, uma revolta, uma nostalgia, uma esperança... Todos os autores expressam, cada um com a sua particularidade, o que lhes vai na alma. Cada um transmite o que Deus significa para si. Mesmo aqueles que são agnósticos desvendam, de igual modo, a sua percepção. Ou os seus sentimentos. Sentimentos que se eternizam nas 214 páginas desta obra colectiva, cujos conteúdos se encontram ilustrados com belíssimas declarações de Sua Santidade, o Papa Francisco, e Cânticos e Salmos da Bíblia Sagrada. Uma verdadeira Acção de Graças que todos os autores oferecem ao Senhor na quadra natalícia de 2016. E que trará leituras emocionantes ao longo do próximo ano. Porque este livro deve ser lido em qualquer altura do ano.

O PRANTO DO CISNE
O futebolista Tádzio Madjer confunde, num balneário penumbroso após um jogo de futebol, o fotógrafo Valero com o pai deste, um treinador de futebol (ainda) no esplendor da juventude. Cedendo à anónima e inusitada investida, Valero descobre o prazer que é a intimidade entre machos e a verdadeira natureza sexual do pai, o seu ídolo. Não tardará a firmar-se um escaldante triângulo amoroso ente eles, cujo desfecho trágico fará verter lágrimas amargas ao jovem fotógrafo. Com a morte do seu amado pai, assassinado pela “puta que o pariu” e o abandonou durante a infância, a alma de Valero enterra-se, em pranto, num luto prolongado. Até ao dia em que o excêntrico estilista Gonçalo Verdades o faz redespertar para a vida. Então, o belo cisne mergulha numa ânsia devoradora de sexo, somando aventuras atrás de aventuras, como que a recuperar o tempo perdido... Incesto, sexo explícito e futebol... eis uma combinação explosiva capaz de abalar alicerces e estruturas de qualquer sociedade! O autor não recomenda este livro a almas sensíveis. E é proibidíssimo a menores de 18 anos de idade. Isidro Sousa nasceu em 1973, numa aldeia remota das Terras do Demo, e vive em Lisboa. Jornalista desde 1996, fundou, dirigiu e editou revistas, jornais e guias turísticos, colaborou com diversas editoras, participou em duas dezenas de obras colectivas, foi distinguido num concurso literário e organiza todos os projectos da Colecção Sui Generis, que criou em finais de 2015. O Pranto do Cisne é o seu segundo livro.

Ninguém Leva a Mal
A antologia «Ninguém Leva a Mal», organizada sob o lema ?É Carnaval, ninguém leva a mal?, reúne textos de 30 autores lusófonos, de Portugal, Brasil e Cabo Verde, que abrangem diferentes estórias carnavalescas, ou ambientadas no período do Carnaval, recheadas de aventura, suspense, humor, fantasia, acção, mistério e (muita) sensualidade. No entanto, porque o Carnaval nem sempre é sinónimo de folia ou diversão, «Ninguém Leva a Mal» contempla igualmente enredos dramáticos que incluem laivos de romantismo, intriga policial, biografia romanceada e outras narrações fascinantes que deambulam pela História, sem olvidar fortes emoções como a paixão arrebatadora, a obsessão destrutiva e o amor genuíno. Cada autor escolheu os ingredientes que desejou abordar e deixou-se ao sabor de cada um o modo como desenvolveram os seus enredos, porém, o resultado global traduz-se num conjunto de contos literários que privilegiam a ambiência festiva do Carnaval ? tramas vividas ou simplesmente inspiradas na época carnavalesca, podendo ser reais ou ficcionadas.

Amargo Amargar
As protagonistas deste livro entregam o corpo e a alma ao amor. Porque amar não é pecar. Mas pode ter um sabor a fel... A aristocrata Manuela Valente adoece consumida pelo remorso, após atentar contra a vida da rival. A sofrida Beatriz torna a entregar-se ao amor quando conhece um homem bondoso, porém, misterioso. A camponesa Celina Santos julga-se abandonada pelo namorado rico pouco antes de descobrir que alberga no ventre a semente desse amor. A estudante Helena Reis assume uma atitude surpreendente para restituir a saúde do seu amado. A recatada Matilde, viúva de dois homens que amara em simultâneo, desvenda a sua verdadeira natureza quando é vítima de um assalto. A solitária Eulália Belmonte torna a enviuvar no momento em que surpreende o marido numa situação assaz comprometedora com a sua própria mãe. Eis a trajectória de seis mulheres... Mulheres que amam. Mulheres que sofrem. Mulheres que amargam amargamente o cálice do sofrimento. Isidro Sousa nasceu em 1973, numa aldeia remota das Terras do Demo, e vive em Lisboa. Jornalista desde 1996, fundou, dirigiu e editou revistas, jornais e guias turísticos, colaborou com diversas editoras, participou em duas dezenas de obras colectivas, foi distinguido num concurso literário e organiza todos os projectos da Colecção Sui Generis, que criou em finais de 2015. Amargo Amargar é o seu primeiro livro.

Torrente de Paixões
A paixão é um sentimento intenso e profundo, por vezes violento, que um indivíduo pode professar por outro, geralmente do sexo oposto mas também do mesmo sexo, e dificulta o exercício de uma lógica imparcial, marcado pelo forte interesse e atracção da pessoa apaixonada por algo ou alguém. Este sentimento possui a capacidade de alterar aspectos do comportamento e pensamento da pessoa, que passa a demonstrar um excesso de admiração por aquilo que lhe causa paixão; não obstante, a impulsividade, o desespero e a inquietação são outras características que costumam estar associadas ao sentimento de paixão. É sobre o tema das paixões que se exprimem os 134 textos poéticos ? poemas tradicionais e prosa poética ? incluídos neste livro, ordenados alfabeticamente pelos títulos e escritos por 40 autores lusófonos. Cada texto apresenta-se num género ou estilo diferente e contém uma paixão... o que faz desta antologia uma verdadeira «Torrente de Paixões».

Saloios & Caipiras
«Saloios & Caipiras» é uma antologia luso-brasileira que reúne contos, causos, lendas e poesias de 31 autores lusófonos, subordinados ao tema da Vida Rural e Campesina nos dois lados do Atlântico: Brasil e Portugal. Nesta obra que é terra fértil estão plantadas pequenas histórias com grandes romances e laços de amizade que nos fazem render o joelho ao chão e agradecer pelos animais e pela Mãe-Natureza, momentos de comédia, mininovelas, lendas, dramas familiares e de vínculos profundos, intrigas, preces, cânticos em forma de pura homenagem... Homenagem esta onde nomes de artistas e autores estão presentes através do seu trabalho feito de coração, para representar e enaltecer o campo, os seus habitantes e visitantes. Este livro tem o cheiro das pedras dos rios que correm em cima delas, do Sol quarando a roupa, das bananas bravas, das mandiocas sendo paridas da terra, dos amores nos milharais, das pamonhas, das papas de milho, dos pequis, jabuticabas, uvas do Douro, do Minho... Saboreiem, pois, cada gota das palavras que aqui se fazem presentes.

Sexta-feira 13
Há muito tempo, certos dias são compreendidos como impregnados de algum tipo de infortúnio ou má sorte. O encontro do dia 13 com a sexta-feira é repleto de lendas e crendices que deixam os mais supersticiosos de cabelos em pé. Em redor do número 13 existem sombras e desconfianças enraizadas em várias culturas: estavam presentes 13 pessoas na Última Ceia, o capítulo 13 do Apocalipse assume que o número da Besta é o 666, a Cabala enumera 13 espíritos malignos e Loki, deus da discórdia na mitologia nórdica, surge como o 13º convidado. A sexta-feira tem igualmente conotações obscuras: Jesus foi crucificado numa sexta-feira, estudiosos da Bíblia crêem que Eva ofereceu a maçã a Adão ao sexto dia da semana, Caim terá morto Abel numa sexta-feira e o Templo de Salomão foi destruído, também, nesse dia. De facto, o número 13 está associado a uma série de mitos, lendas, curiosidades e superstições, e se conjugado com o dia da semana de azar (sexta-feira) tem-se, pela tradição, o mais azarado dos dias. Que terá origem num evento de má memória, em 13 de Outubro de 1307 (sexta-feira), quando Filipe IV de França declarou ilegal a Ordem dos Templários e perseguiu os seus membros, executando alguns deles por heresia – caso do grão-mestre Jacques de Molay, cuja maldição que lançou, antes de ser atirado à fogueira, sobre o monarca francês e o Papa Clemente V, se viria a cumprir. Há outras versões acerca das origens da sexta-feira 13 e é difícil deslindar qual é a correcta; o que se sabe é que essa data permanece relacionada com maldições e assombrações. É em torno desse dia que se debruçam os 32 textos incluídos nesta antologia, recheados de mitos e superstições – estórias verdadeiramente assombrosas, ambientadas (vividas ou inspiradas) numa sexta-feira dia 13, redigidas por 32 autores lusófonos, de Portugal, Brasil e Cabo Verde.

FÚRIA DE VIVER
Esta obra colectiva reúne textos em diversos géneros literários (contos, crónicas, cartas, reflexões, poemas, prosa poética e outros), de 56 autores lusófonos, que fazem um verdadeiro Hino à Vida. Lançado o desafio a quem desejasse participar, sob o lema Celebrar a Vida! , neste hino literário, o resultado global reflecte-se num «Fúria de Viver» bastante vasto e abrangente, cujas páginas, recheadas das mais variadas sensibilidades, apresentam uma grande pluralidade de estilos e graus culturais, vislumbrando-se uma fúria de viver em cada texto porque se gosta realmente de viver, ou podendo existir essa mesma fúria de vida devido a outras razões, por vezes menos felizes... como numa situação de enfermidade em que o seu portador, de algum modo, se agarre furiosamente à vida visando manter-se vivo.

A Primavera Dos Sorrisos
A Primavera é a estação do ano tipicamente associada ao reflorescimento da flora terrestre, cuja chegada, após meses de frio e chuva, é aguardada com a ansiedade de quem deseja voltar a desfrutar do ar livre. É nesta altura do ano que as árvores se cobrem de flores e novas folhas, fazendo a paisagem regressar aos tons verdes. As temperaturas começam a subir, os dias tornam-se cada vez maiores, as flores desvendam todo o seu esplendor, imensos animais exibem as novas crias ou ninhadas, os rios correm mais fortes e os panoramas naturais mostram-se com toda a sua diversidade, sendo os melhores exemplos da diversidade geográfica e da importância de preservarmos os mecanismos dos ecossistemas, desde o ciclo da água às relações que existem entre as inúmeras espécies que partilham o mesmo espaço. É em torno desta estação ? a estação das flores, dos sorrisos e dos amores, em que a Natureza se reveste de verde e a Vida recomeça a vibrar com toda a sua intensidade ? que se debruçam os textos, em prosa e poesia, redigidos por 36 autores lusófonos, incluídos nesta antologia.

CRIMES SEM ROSTO
A literatura policial é caracterizada, regra geral, pela presença, na sua estrutura narrativa, de (pelo menos) um crime, da sua investigação e da revelação do malfeitor. Neste género literário, o foco remete para o processo de elucidação do mistério, empreitada a cargo de um detective, seja ele profissional ou amador. A essência da narrativa policial é a busca da identidade desconhecida, pela totalidade dos indícios, achando-se sempre (ou quase sempre) o criminoso entre quem menos se espera, ou suspeita, demonstrando que não pode haver crime perfeito, logo, não há lugar para a impunidade, isto é, para o crime sem punição, como sucede habitualmente nas obras de Agatha Christie e Erle Stanley Gardner. Todavia, em «Crimes Sem Rosto» não se impõe a fórmula que exige a presença de um crime e do respectivo investigador para o desvendar. Haja ou não haja detectives ou personagens com funções similares envolvidos, pode criar-se um bom enredo com contornos policiais. Independentemente da comparência (ou inexistência) do investigador que apresenta soluções, privilegia-se, nos textos que compõem esta Antologia de Contos Policiais, escritos por 18 autores lusófonos, a presença de um ou de vários crimes “sem rosto”, cujo mistério é ou pode ser conhecido apenas pelo leitor. Mais importante do que a solução do crime, ou a revelação do criminoso, é a existência do crime que não é desvendado na sociedade em que se insere, logo, que não tenha um rosto visível, apesar de, com bastante frequência, os mentores desses crimes deixarem transparecer ao leitor, nalgum momento, as suas façanhas.

TEMPO DE MAGIA
As circunstâncias que envolvem o nascimento de Jesus de Nazaré, proclamado Messias e Senhor, rodeiam-se de misticismo e magia. Se as representações no presépio, tal como chegaram ao nosso conhecimento, terão acontecido verdadeiramente ou se são fruto de lendas não se sabe ao certo. Mas sabe-se, e muitos factos o atestam, que Jesus existiu ? tendo sido um ser humano fascinante que revolucionou a época em que viveu e a sua mensagem, uma mensagem essencialmente de amor, perdura ao longo dos tempos. No Século III, a Igreja Católica oficializa o Natal, passando a comemorar-se, no dia 25 de Dezembro, o nascimento de Jesus. Em 1223, São Francisco de Assis produz o primeiro presépio do Mundo, com a presença de uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal. Este costume espalha-se pelas catedrais, igrejas e mosteiros da Europa durante a Idade Média. No Renascimento, o presépio passa a ser montado, também, nas casas de Reis e Nobres e, no século XVIII, este hábito dissemina-se pelas casas comuns. Em paralelo, criam-se inúmeras lendas e tradições que contribuem para tornar ainda mais mágico o evento natalino. É em torno da celebração do nascimento de Jesus Cristo que se debruçam os textos incluídos neste livro, escritos por 44 autores lusófonos contemporâneos e intercalados com poemas e contos de 18 autores clássicos portugueses, tais como Abel Botelho, Bocage, Brito Camacho, Carlos Malheiro Dias, D. João da Câmara, Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Pina de Morais, Ramalho Ortigão, Raul Brandão, entre outros, que tanto oscilam para o lado festivo do Natal como para a sua vertente melancólica, estando presente, nalguns deles, a visão do Natal tradicional das aldeias portuguesas. Incluíram-se também, nesta antologia, lendas portuguesas relativas a esta quadra. O conjunto de todos os textos resulta numa obra literária muito rica... plena de magia natalícia.

DEVASSOS NO PARAÍSO
Sensualidade e erotismo são dois temas que se acham presentes nas artes desde tempos remotos, tendo para a maioria das pessoas significados similares já que se esbarram constantemente como sinónimos por serem ambos associados à volúpia (prazer sexual, luxúria, deleite) ou à lubricidade (lascívia, sensualidade, libidinagem). Mas existem diferenças. Considera-se algo sensual quando desperta o interesse de alguém de maneira especial e intensa, e abundam os elementos que tornam algo sensual: alguns movimentos, certas formas, uma atmosfera envolvente, uma música de fundo, um perfume, etc. Além disso, conota-se frequentemente o sensual ao erotismo e à sexualidade pois vários estímulos provocam desejo, atracção. Porém, o sensual opõe-se ao usual e ao vulgar; o prazer que se sente é subtil, difícil de descrever e muito subjectivo. O erotismo, por sua vez, é uma manifestação da sexualidade cujas características variam segundo a sociedade que se tome como modelo. Apesar de definido num primeiro instante como “paixão de amor”, é necessário salientar o seu carácter revalorizador das formas próprias da sexualidade, tanto na vida pessoal e social como nas manifestações culturais. Sendo mais objectivos: o erotismo é o estímulo sexual sem apresentar o sexo de forma explícita; embora possa significar também uma representação explícita da sexualidade, podendo ser relacionado com o amor lascivo, designa, de um modo geral, não só um estado de excitação sexual mas também a exaltação do sexo no âmbito das artes. E é através desse apelo artístico que o conteúdo erótico se diferencia, nalguma medida, da pornografia. Porque o erótico e o sensual são temas que fascinam, na escrita literária, imensos autores, organizou-se uma obra colectiva com a presença dominante destes dois ingredientes, ou com a junção de ambos, mesclando-os nas narrativas, independentemente da abordagem que cada autor lhes confere: ora explícita, ora subtil ou mesmo latente, consoante a sensibilidade de quem escreve. Resultou numa antologia de Contos Sensuais e Eróticos que reúne textos de 30 autores lusófonos, cujo título, «Devassos no Paraíso», reflecte magistralmente os conteúdos da obra.

OS VIGARISTAS
Os vigaristas são pessoas espertas, charmosas e persuasivas, têm boa aparência, transmitem confiança e têm a capacidade de assumir a aparência necessária para lidar com a situação do momento, podendo ser tanto do sexo masculino como feminino; enganam outras pessoas, tendo-se especializado em explorar os mais incautos por meios ardilosos, fraudulentos ou de má-fé, e passam a ser considerados criminosos quando os seus actos têm consequências graves, como obter lucros ilícitos, ganhando dinheiro através de fraude, enganando, mentindo e encenando situações que levam os mais ingénuos ou gananciosos a acreditar que estão a fazer um bom negócio mas, na verdade, estão a ser ludibriados. Normalmente, os vigaristas são descritos pelo tipo de vigarices que praticam, que podem ir desde variações de golpes centenários à criação de golpes originais e à utilização das novas tecnologias e mesmo à forma de tornear as leis, sendo que o termo “vigarista” deriva de “conto do vigário”, expressão usada para descrever de forma genérica qualquer tipo de história que pareça verdadeira mas que, de facto, não o é e tem como único objectivo induzir quem a ouve a desembolsar dinheiro. É sobre o universo dos vigaristas e das suas vigarices que se debruçam os textos que integram esta obra colectiva, «Os Vigaristas», redigidos por 26 autores lusófonos, de Portugal, Brasil e Cabo Verde, em que se incluem narrativas de dois grandes vultos da Literatura Portuguesa: Camilo Castelo Branco e Fernando Pessoa. Uma especial atenção ao mestre Pessoa, que legou-nos uma deliciosa e sagaz história, escrita em 1926 com o sugestivo título «Um Grande Português» e republicada em 1929 já com o nome «A Origem do Conto do Vigário» – na qual ficciona a vida de Manuel Peres Vigário, um lavrador ribatejano que se terá aproveitado da ganância alheia para trapacear. Um conto preciosíssimo que não poderíamos deixar de incluir nas páginas desta tão sui generis antologia literária.

LUZ DE NATAL
Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que assinalou, ao Menino Jesus, o berço na palha singela. Desde o momento em que os pastores maravilhados se deslocaram para ver o recém-nascido, o Deus Menino começou a receber testemunhos de afeição dos filhos da Terra. Todavia, muito antes que O homenageassem com ouro, incenso e mirra, expressando a admiração e a reverência do Mundo, o Seu ceptro invisível dignou-se acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas de pessoas humildes. Só Jesus sabe os nomes daqueles que algo Lhe ofereceram, nos instantes da estrebaria: a primeira frase de bênção... a luz da candeia, ou da vela, que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento... os panos que O livraram do frio... a manta modesta que Lhe garantiu o leito improvisado... os primeiros braços que O enlaçaram ao colo para que José e Maria repousassem... a bondade que manteve a ordem ao redor da manjedoura, preservando-a de possíveis assaltos... o feno para o animal que O devia transportar... e muito mais. Hoje, dois milénios transcorridos sobre o nascimento de Jesus, 63 autores lusófonos pedem vénia para algo Lhe ofertar... Nada possuindo de nós, trazemos as páginas despretensiosas desta antologia que Ele mesmo nos inspirou, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de Sua infinita bondade! Porque Jesus é a Luz de Natal... a luz do (nosso) Natal. Recebe, Senhor! Recebe estes contos, estas crónicas, estes poemas, estas cartas, o conjunto dos textos inseridos nesta obra colectiva... Recebe-os com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas anónimas Te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E que nós possamos rever-Te a figura sublime, nos recessos do coração.

SINFONIA DE AMOR
SINFONIA DE AMOR O amor é uma emoção ou um sentimento de carinho e demonstração de afecto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar. Provoca entusiasmo por algo e interesse em fazer o bem, motiva a necessidade de protecção e manifesta-se de diferentes formas: amor materno ou paterno, amor fraterno, amor físico, amor platónico, amor à vida, amor pela Natureza, amor pelos animais, amor altruísta, amor incondicional, amor-próprio, etc. O termo deriva do latim “amore”, palavra que tinha o mesmo significado que actualmente tem: sentimento de afeição, paixão e grande desejo. Mas definir o que é o amor não é tarefa fácil, pois pode representar algo distinto para cada pessoa. Há, de facto, diversas definições e tipos de amor, que diferem de caso para caso, dependendo das pessoas e circunstâncias. O amor físico, por exemplo, representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte relação afectiva e, em geral, de natureza sexual. O amor a Deus demonstra uma ligação de carácter religioso, um sentimento de devoção e adoração. Já o amor proibido acontece quando o relacionamento entre duas pessoas não é permitido. Muitas pessoas expressam os seus sentimentos mais profundos através de mensagens de amor, declarações de amor ou poemas de amor, que compartilham com pessoas especiais. E não podemos olvidar que o amor tem também um papel social, alimentando outras acções e sentimentos como a solidariedade, sendo igualmente um dos temas mais importantes de várias formas de arte. Esta obra colectiva procurou abranger todos os tipos de amor, em diferentes géneros literários. E embora o amor físico predomine na maioria dos textos, resultou numa belíssima antologia que inclui contos, cartas, crónicas e poemas sobre o amor, diversas formas de amor, uma autêntica Sinfonia de Amor construída por 66 autores contemporâneos, cujos textos se mesclam com (outros) textos de 9 autores clássicos, tais como Florbela Espanca, Machado de Assis, Fernando Pessoa, Mário Quintana, Olavo Bilac, entre outros.

Brisas de Outono
BRISAS DE OUTONO Eis a terceira de um conjunto de quatro antologias da Colecção Sui Generis que se dedicam a cada uma das estações do ano, sendo esta consagrada ao Outono, estação que surge logo depois do Verão e antecede o Inverno, preparando a vinda da estação mais fria. O Outono é caracterizado pelo declínio gradual nas temperaturas e pelo amarelar e início da queda das folhas das árvores, indicando a passagem de estações, sendo a estação que mais se associa à melancolia, à nostalgia, ao declínio da existência, já que algumas das suas principais características são a queda das folhas das árvores, as suas nuances amarelas, castanhas e vermelhas, o tom cinza do céu, modificações repentinas do clima e frutos amadurecidos que, deste modo, pesam nos galhos e caem sobre a terra. Poeticamente, o Outono marca as etapas de transformação da vida, a reciclagem dos elementos da Natureza e também das emoções humanas. Nesta estação de transição entre o calor e o frio, que se completa no Inverno (quando se sente a falta de hibernar), as pessoas vão-se tornando mais introspectivas e desejosas de se abrigar nos seus refúgios, inclinando-se a buscar a meditação. As noites retornam mais cedo e são húmidas, frescas ou mesmo frias, requerendo outros hábitos, como a procura de alimentos quentes, ambientes calorosos e banhos mais aquecidos e longos. E dormir transforma-se num ritual, pois as pessoas envolvem-se em agasalhos, mantas e cobertores abundantes... É justamente na terceira das quatro estações que se inspiram (ou ambientam) os variadíssimos textos, em prosa e poesia, incluídos ao longo das 230 páginas deste livro intitulado «Brisas de Outono», redigidos por 65 autores lusófonos contemporâneos, de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique. Uma belíssima obra literária sobre o Outono que surge na sequência de outras duas obras já publicadas, dedicadas a outras duas estações, «A Primavera dos Sorrisos» (2017) e «Sol de Inverno» (2019), e que, tal como as anteriores, proporcionará leituras agradáveis e prazenteiras.

Bendita Manjedoura!
BENDITA MANJEDOURA! Naqueles tempos, naquela província romana chamada Judeia, o despótico governo de Herodes, O Grande e a crescente tirania do Império Romano tornavam as condições de vida cada vez mais insuportáveis. Isso fez que os Judeus buscassem refúgio na esperança de um Messias pessoal... ou seja, ansiavam pelo prometido Libertador da casa de David, que os livraria do jugo do odiado usurpador estrangeiro, poria fim ao ímpio domínio romano e, em seu lugar, estabeleceria o seu próprio reino de paz e justiça. Segundo a Bíblia Sagrada, o tão desejado Salvador nasceu em Belém, a cidade de David, na época do imperador César Augusto e durante o reinado de Herodes, O Grande. Só que... ao invés de provir da casta reinante e de ter nascido em berço de ouro... os Judeus esperavam que o futuro Libertador fosse um príncipe da casa sacerdotal reinante... o tão esperado Messias nasceu, de acordo com os evangelhos de Lucas e Mateus, em Belém, de uma mãe virgem... uma jovem (do povo) chamada Maria. Quando Maria estava perto de dar à luz, ela e seu esposo, o carpinteiro José, viajaram de Nazaré, onde viviam, para Belém, a terra ancestral de José, para se recensearem. Durante a viagem, Maria entrou em trabalho de parto e o casal, não achando um lugar para se hospedar na cidade de Belém, abrigou-se num estábulo. E foi aí que Maria deu à luz e fez de uma simples manjedoura o berço para deitar o seu filho recém-nascido... Foi este o repto lançado para a antologia «Bendita Manjedoura!», tendo sido abraçado por 36 autores lusófonos (contemporâneos), dando os seus textos, dedicados à Natividade, especial enfoque à Manjedoura que, acolhendo o Deus-Menino na Sua gloriosa descida à Terra, se transformaria, ainda que simbolicamente, no “Berço da Esperança”. Além dos textos enviados pelos autores, foram incluídos nas páginas desta antologia (mais alguns) textos de 12 autores consagrados, numa secção própria criada para esse efeito, o que perfaz um total de 48 autores participantes nesta belíssima obra colectiva, cujos textos, em qualquer género literário (conto, crónica, carta ou poesia), abordam sempre, de algum modo, a ambiência em que ocorreu o tão esperado (e inesperado) nascimento do Messias.
