
João Terêncio Santos
Sobre João Terêncio Santos Foi nas conversas com o engenheiro Sousa Veloso, autor e apresentador do programa TV Rural, da RTP, que nasceu em João Terêncio Santos o desejo de escrever crónicas. Os encontros entre ambos eram frequentes, quase semanais. Algumas vezes decorriam na pastelaria Sul América, na Avenida de Roma; noutras ocasiões, embora mais raras, tinham lugar na residência de Sousa Veloso, perto da Praça Paiva Couceiro, na zona do Alto de São João, em Lisboa. Importa ainda destacar as trocas de impressões que manteve com o dramaturgo e escritor Sttau Monteiro, em Campo de Ourique. Essas conversas revelaram-se particularmente úteis para o aperfeiçoamento da sua escrita e para a construção de textos originais, singulares e muito próprios no género da crónica. Também o amigo e caricaturista Aniceto Carmona teve grande influência no seu percurso literário, ao abrir-lhe caminho para colaborar como colunista na Folha de São Paulo, no Brasil. De igual modo, os lanches semanais realizados aos sábados em casa da sua amiga, a escritora Noémia Seixas – que por vezes assinava sob o pseudónimo de Maria Terra – lhe deram ânimo, energia e consistência para continuar a escrever, mesmo agora, numa fase de maior fragilidade e doença. Enquanto houver vida, a escrita continuará a correr-lhe nas veias. E, com ela, continuarão a nascer novas obras.
Su libro

Maravilha de crónica à portuguesa
Em Maravilha de Crónica à Portuguesa, João Terêncio Santos reúne um conjunto vasto e diverso de crónicas onde Portugal, a memória, a História, a condição humana, o humor e a crítica social se cruzam com rara liberdade.
Entre reflexões sobre a Pátria, evocações de Angola, apontamentos sobre a vida quotidiana, figuras históricas, episódios satíricos e inquietações sobre o mundo contemporâneo, o autor constrói um mosaico de palavras marcado pela observação atenta, pela experiência vivida e por uma profunda ligação à língua portuguesa.
Ora emotivo, ora irónico, ora contemplativo, este livro convida o leitor a percorrer diferentes tempos, lugares e estados de alma. Cada crónica é uma janela aberta sobre a vida — com as suas dores, contradições, memórias e pequenas maravilhas.
