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Justino Gésero

Justino Gésero

Fui aluno do liceu Charles Lepierre aqui em Lisboa, mas nasci no Alentejo, em Vendas Novas, no dia 28 de Maio, do ano de 1945; completei a licenciatura na Faculdade de Direito e a seguir o estágio de advocacia num prestigiado escritório local, para depois adoptar o nome profissional de ‘Justino Gésero’;

Foram trinta e tal anos de actividade como advogado num dos grandes Bancos desta praça, enquanto paralelamente mantinha o escritório profissional juntamente com outros colegas;

Quanto a outros interesses, para além do jurídico também a leitura de índole lúdica juntamente com as viagens em autocaravana por toda Europa: um calcorreio vertical e horizontal do Continente, com mais de 40 anos de andanças, desde o cimo da Noruega e Finlândia até às Irlandas e Ilhas Britânicas, no meio dos Alpes e dos Pirenéus ou na região dos Balcãs até onde foi possível no tempo dos conflitos sociais, com cidades, aldeias e tantos lugares recônditos aos quais só se consegue chegar com este meio de transporte.

Su libro

Origem da Europa Ocidental

Origem da Europa Ocidental

Historia de Europa314 pág.ISBN 9789895860845

Vê, caro leitor, como é construída a Civilização Europeia: como a Igreja estica a corda que se vai desenrolando lentamente desde que nascemos até à nossa morte; e com tanta perfeição na sua marcha rigorosa, feita para a associarmos à “Felicidade”! Um sentido aparente na sua progressão, mas que mais não faz do que desconstruir a Acção Cristã no drama europeu que foi um êxito cultural, até chegarmos agora à catástrofe Católica de escândalo do “homem-deus” e das “multidões”, tão bem compostas que não se dá por elas; obra “Divina” ou de “Belzebú”? Associando o nosso Espírito Cristão num grau de prazer que só deslumbra e turva todas as peças em acção, ao produzirem o resultado necessário, de contribuirmos sem o sabermos para esta marcha de destruição da Humanidade, quando a corda, afinal, nunca pode ser esticada sem a nossa ajuda.

Mas que o nosso fugitivo bem poderá evitar, tal como Édipo se cegou a si próprio para poder ver a luz fugindo do seu destino, sim, de cegueira, que os deuses lhe reservavam e com ela o seu grande gesto de pessoa livre e que a Igreja não afastará; não permanecer num mundo passivo mas com tudo o que é seu, a sua profundeza e o seu querer, aderindo sem violência e nesta Europa a uma Humanidade que lhe pertence.

E que nos contamina, como contamina os políticos e o legislador nas suas acções, quando são estes que possibilitam o avanço gradual perante os compromissos da Humanidade e cujos pressupostos culturais igualmente adquiriram, ao insistirem com o seu monopólio nas narrativas contemporâneas, sem jamais evitarem, que não seja mais a nossa obrigação, do que apenas existir.
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