
Paula Bastos
Paula Bastos nasceu a 29 de julho de 1967. Concluiu em 1991 a licenciatura em Filosofia – Ramo de Formação Educacional, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Concluiu o mestrado em Filosofia da Ação e do Pensamento Político em 2004, com a apresentação e defesa da dissertação Heterogeneidade teórica no ideário da Renascença Portuguesa, com a qual granjeou o Prémio Doutor Miguel Baptista Pereira, em 2006. De 2005 a 2013 foi colaboradora do grupo de investigação Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais do CEIS – XX (Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX. Enquanto professora do ensino secundário (desde1990), e para além das atividades letivas, assumiu funções de direção e gestão na Escola Secundária Adolfo Portela (ESAP), (de 1996 a 2005). Em 2009, acrescenta à sua atividade a formação de professores, propondo e dinamizando ações de formação dirigidas a professores de Filosofia. No mesmo ano, assumiu a coordenação do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, até 2013. Em 2005, integrou a equipa de professoras que fundou e dinamizou o grupo de teatro da ESAP (S)Em Cena(s), até 2013. Esta intensa atividade é interrompida pelos súbitos AVC que sofre a 25 de março de 2013, data que mudou radicalmente o seu modo e ritmo de vida, implicando uma inflexão existencial até aí insuspeita. Enquanto sócia da Portugal AVC, integra o núcleo fundador e dinamizador do GAM-Aveiro (Grupo de Ajuda Mútua de sobreviventes de AVC). Mantém-se em exercício de funções não letivas (desde julho de 2018) na ESAP.
Su libro

Às vezes caímos
‘Às Vezes Caímos’ foi escrito ao longo de sete anos e relata na primeira pessoa o caminho feito e constantemente refeito por uma sobrevivente de AVC. Narra as quedas e as superações, os fracassos e os sucessos, as alegrias e as desilusões, as conquistas e as perdas de um percurso individual e pessoal, mas nunca solitário, sempre solidário. É, afinal, a história de quem sobreviveu a um terramoto que a obrigou a repensar o seu estilo de vida e a voltar a acreditar no amor e na amizade incondicionais, perante a fugacidade e fragilidade da existência humana. É o relato de quem procura olhar para o Presente como um presente, uma oportunidade de nascer de novo, numa espécie de versão corrigida e aperfeiçoada de si mesma, movida pela esperança na possibilidade da felicidade.
