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Pedro Barros

Pedro Barros

Pedro Barros é atualmente treinador na Academia de Ténis Alfenense. Nasceu e vive em Perafita, Matosinhos. Foi aluno na Escola de Ténis da Maia, onde teve aulas lecionadas pelos treinadores Carlos Martins e Nuno Carvalho. É detentor de alguns títulos na variante de pares em torneios oficiais da FPT, e possui o Título Profissional de Treinador de Ténis – Grau II, da Federação Portuguesa de Ténis.

Sus libros

Os Yamunas

Os Yamunas

POESÍA92 pág.ISBN 9789897824845

Pensar é ter a noção da nossa existência tanto a nível somático como cognitivo. Neste mundo, já pouco ou nada valemos, pois a bolota é como a castanha, furada está podre, no entanto se falarmos em pensamento crítico, talvez haja aqui uma pequena mudança. Ser capaz de pontuar naturalmente através da respiração, é meio caminho andado para nos posicionarmos num patamar superior em relação aos demais, sem haver a necessidade de pisar ou maltratar alguém como muitos fazem de forma fria e cruel. Ler com vontade, é garantir a passagem para o próximo nível, de modo a ficarem para trás todos os nossos medos e entraves ao desenvolvimento intelectual de cada um. A leitura e a hermenêutica são capazes de criar o desafio necessário, para que mais tarde ou mais cedo surjam os primeiros frutos. Pequenos, como sabe, mas que irão ser sempre o resultado de uma aprendizagem significativa em torno de saberes construtivos. A recusa em aprender é uma paralisia cerebral que condena qualquer tipo de pensamento a uma esfera do tamanho de uma ervilha. Posto isto, urge dar os primeiros passos para podermos assim conseguir superar os obstáculos e encontrarmos a tão desejada sabedoria, que certamente evitará que nos considerem para sempre como meros peões nesta vida.

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Ténis

Ténis

PROSA: NO FICCIÓN134 pág.ISBN 9789895860050

“Pensar é mau, pensar muito é muito mau!”

Este é provavelmente o maior equívoco no ténis.

A intenção até é boa, pois normalmente o pretendido é que o tenista “não encha a cabeça”… Mas a questão é contra-intuitiva.

Pensemos no caso do condutor de um automóvel que chega a casa depois do trabalho e lembra-se que tinha ficado de passar no supermercado.

Este condutor conduziu “sem pensar”, pelo que, provavelmente conduziu em “flow”. O problema é que para chegar a esse “estado”, foi preciso pensar. Na primeira aula de condução teve: 3 pedais para 2 pés, de manter o automóvel na sua faixa de rodagem e longe do automóvel da frente, de utilizar as mudanças em função das rotações do motor para não o deixar “ir abaixo”, de utilizar os piscas e os espelhos, etc. Tudo isto é de uma enorme complexidade. Mas à medida que pensa-executa-recebe feedback, repete e repete, vai mecanizando até não precisar de pensar – até se tornar num hábito.

No ténis a complexidade é parecida. Temos a técnica, a tática, a condição física, a geometria do court, o plano de jogo, os efeitos, o sol e o vento, a probabilidade, a estatística, etc. É preciso pensar-executar-receber feedback, repetir e repetir até mecanizar – até se tornar hábito.

Aí sim, pode deixar de pensar, pode jogar em “flow”, pode até rir-se dos seus próprios erros…