
Pedro Saraiva
Pedro Saraiva nasceu em 1964, em Lisboa. É Dirigente do Corpo Nacional de Escutas (CNE) e é Chefe de Agrupamento do Agrupamento 900 do Monte Abraão, do qual é um dos fundadores. É licenciado em Educação Física e Desporto, e tem exercido a sua actividade profissional em várias escolas básicas e secundárias. Escreveu “Campo de Verão” (2011), “Conversas e Escutas” (2019), “Noites de Campo” (2020), e agora, em 2022, publica o “O triunfo do caminho”.
Sus libros

Conversas e escutas
– Guia de Patrulha! – Sim, Grande Chefe. – Partilho algo importante. – Partilha! – Adoro quando regresso ao centro da minha aldeia… o bater do sino e a torre sineira, o jeito calmo dos campos. – Gosto das gentes que regressam. – As batidas na torre sineira anunciam-se á hora certa. Entro, por vezes… ainda assim, vejo gente reconciliada que quer muito, gente que volta, continuamente. – Gosto das gentes que voltam, continuamente. – Gente que coleciona coisas misteriosas do mundo, coisas como as poesias e o bater da música, coisas como a beleza imensa e o tom amanhecido das casas. – Dizes coisas bonitas, Grande Chefe. – Gosto do silêncio inspirador dos bancos de trás. Nos bancos de trás percebemos que o transcendente é avassalador. Silêncio… – Guia de Patrulha! – Sim, Grande Chefe. – Estamos juntos? – Estamos juntos! O diálogo do Chefe escuta com o seu Guia de Patrulha convida-nos a reflectir sobre temas variados que se colocam ao dia a dia dos nossos ideais cristãos e escutistas.

Noites de Campo
Há algo de espiritual numa noite de campo. Numa noite de campo não é preciso mapa ou programa detalhado. Não há minutos, nem horários, nem turnos… Os ruídos e os silêncios combinam-se num jogo de conjeturas e pressentimentos e apenas os sinais dos filhos da noite, importa. Somos nós, ansiosos. Até o sobressalto estaladiço do ramo quebrado ao anonimato de alguma pegada ao longe perdida, se faz próximo, imediato. É assim à noite, em campo, nas longas noites de campo. No embaraço do dia a desfazer-se nos pedaços que hão de ser a noite, aquela estranha sensação de que sempre nos pertencemos torna-se intensa, inquietante. Estranho ardor, estranho sabor, suave melancolia. Estranha saudade… das risadas à volta de todos, quando a noite em campo se põe. Nada se compara, na verdade, a uma longa noite de campo. Pedro Saraiva

O triunfo do caminho
Li com gosto e proveito o presente trabalho de Pedro Saraiva, como se de “palestras de bivaque” se tratasse. Na verdade, o ambiente escutista em que foi escrito, pleno de evocações e experiências vividas, mantém-nos no espírito e na letra dos vários capítulos do Escutismo para Rapazes, como Baden-Powell os intitulou.” “Tudo isto nos oferece o livro de Pedro Saraiva, com grande oportunidade temática e beleza de estilo. Agradeço-lhe o contributo e recomendo-o vivamente aos leitores!” Dom Manuel Clemente (Cardeal-Patriarca de Lisboa)
