Pinho Neno
José Augusto de Pinho Neno nasceu na Murtosa em Outubro de 1934. É diplomado pela Escola do Magistério de Évora, licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa e mestre em Ciências da Educação pela Universidade de Aveiro. Tirou ainda os cursos de Ensino Especial, de Orientação Profissional e de Auditor de Defesa Nacional. Dedicado à Educação e ao Ensino, além de ter exercido a docência em vários níveis e modalidades, foi Director do Colégio Pina Manique, da Casa Pia de Lisboa; Chefe de Divisão no Instituto de Apoio à Emigração e às Comunidades Portuguesas; Adjunto do Gabinete do Ministro da Educação; Coordenador do Gabinete Jurídico do Instituto de Inovação Educacional; Subdirector-Geral do Ensino Superior e Secretário Relator da Comissão de Avaliação do Ensino Superior na área da Educação. Membro de algumas associações de natureza cultural, cientí_ca, pedagógica e social, proferiu várias comunicações no âmbito da respectiva actividade e publicou diversos artigos em revistas da especialidade, tais como A Nossa Escola, Educação & Liberdade, A Escola Cultural, Revista ESES e Cidadania e Defesa, entre outras. Tem várias os publicadas em prosa e em poesia. Com que os deuses me vêm penalizando. É, pois, chegado o tempo de mudar De tom e de sonhar. De quando em quando, Preciso da luz ébria do luar Para me libertar do Mundo infando Com que me quis o Fado confrontar. Musa, vamos parar. Estou cansado E sinto o coração amargurado.
Sus libros

Professor de Meninos
PROFESSOR DE MENINOS – ENTRE ALEI E A PEDAGOGIA é uma narrativa de factos que põe em contraste a dimensão humana da Pedagogia, levada a efeito na sala de aula entre professores e alunos, e a dimensão legalista da Burocracia, farisaicamente exercida nos gabinetes da Administração Pública. Escrita no período de agonia do regime do Estado Novo, foi acrescentada de novos factos ocorridos no regime vigente, os quais em nada diferem dos anteriores. A crise de valores que actualmente afecta o sistema escolar está na origem da sua edição..

Chão Português
Sonetos que cantam a gesta Nacional. A luta pela sobrevivência, contra a crise e sempre por Portugal.

O CASTIGO
1 Pressentindo ora em mim juvenescer Mui exaltante voz que bem conheço, Decidi aceder-lhe sem saber Seu actual valor e justo preço. Espero não me vir a arrepender De toda a confiança e muito apreço Nela depositados, pois quis Deus Que não retrocedesse os passos meus. 2 Mostrando-se convicta e sedutora, Acenou-me com nova dimensão. Rendido, o percebi, julgando agora Dever ao canto dar outra feição. Cedi ao seu encanto naquela hora, Tocado de inefável sedução, Sem poder resistir ao som da Lira, Que afinada tanger tão bem ouvira.

O PREÇO DA NOIVA
Afinal, todos, todos nós somos filhos da emigração: ou lusodescendentes às origens regressados; ou descendentes de velhos imigrantes que há milénios aqui se fixaram, provenientes de outras paragens; ou novas gerações de outros que vão continuar a fixar-se. Vertentes afins do mesmo fenómeno, caminhos diferentes que numa mesma e inelutável realidade convergem: ser português e, em consequência, cidadão do Mundo.

POLÍTICA DE ENSINO
Esperemos que o Povo, o legítimo detentor do poder democrático consagrado na Constituição, saiba e queira impor ao poder político a organização de um Sistema de Ensino capaz de assegurar um futuro dignificante aos seus jovens e de pugnar activamente pelos princípios e valores culturais que subjazem à fundação de Portugal e à sua afirmação no Mundo. Ana Vieira da Silva

MEMÓRIAS DO PASSADO
Quando fiel à Verdade, a memória do Passado é garante da almejada construção de Futuro mais humano, mais justo e mais solidário. Daí a importância da memória como factor determinante do saber. Sem memória não há conhecimento, o que é facilmente verificável com quanto se passa connosco e à nossa volta. Pinho Neno

DIÁSPORA VARINA
– A Murtosa é a terra onde o avô nasceu, não é, avô? Como é que era? Como é que o avô fazia? Como é que brincava? Onde brincava? Tinha amigos? Como era a escola? – interrogou freneticamente Maria.

ÁGUA PÉ, CASTANHAS E LETRAS
Provérbios populares sobre o S. Martinho No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho. No dia de S. Martinho, castanhas, pão e vinho. Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho. Pelo S. Martinho, todo o mosto é bom vinho.

PORTUGAL EM REFLEXÃO
…“Acorda, Portugal” e “Portugal em Reflexão” obras notáveis, as quais deveriam ser lidas pela nossa distraída geração, sénior e adulta, bem como ensinadas por nós – ou seja, pela Família – aos nossos filhos e netos, porquanto, por um lado, a Educação, a Cultura e o Amor à Pátria e aos seus valores começam na Família; por outro, porque a Escola se demitiu de Educar, de Ensinar o Culto da Pátria e da sua Identidade e até de instruir. Não sei se se inspirou nos Lusíadas ou na Mensagem, mas estes poemas merecem bem ser lidos e meditados por todos os Portugueses, residentes e da Diáspora, os quais, até pela distância, sentem mais a Portugalidade do que os seus compatriotas residentes.

MURTOSA E A RIA NA ROTA DE APOLO
VAMOS SALVAR A RIA (Inscrição inserida em painel da proa de barco moliceiro)
