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Vitor Sousa Lopes

Victor Sousa Lopes, nascido em Lisboa, em 1949, cursa o ensino industrial. Embora se tenha aplicado ao exercício das ciências tecnológicas, o estudo e divulgação de temas de História da Arte e de Azulejaria passa a ser o seu grande objectivo. É membro de várias agremiações culturais, entre as quais, a Associação Portuguesa de Historiadores da Arte, Grupo Amigos de Lisboa, e Sociedade Portuguesa de Autores. Iniciou-se na escrita em 1983, com O Azulejo no Século XVIII - Breve Apontamento (Direcção-Geral de Divulgação), a que se seguiu outros trabalhos, como Estudos de Azulejaria de J. M. dos Santos Simões (Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2001); Testemunho nas Paredes - Ensaios de Azulejaria (ACD- Editores, 2001 e Figuras de Presépio na Azulejaria Portuguesa (Agenda SPA 2007). Com colaboração dispersa pelos jornais e nas revistas é autor de mais 30 títulos. Foi durante vários anos colaborador assíduo da Revista História (Publicações Projornal). Ultimamente tem desenvolvido diversos trabalhos no âmbito de recolha e divulgação de trabalhos de autores portugueses, tendo publicado ?A Palavra dos Autores? (S.P.A., 2007) a antologia ?Luiz Francisco Rebello Uma Colectânea de Vida? (Fonte da Palavra, 2012). Para além da obra ?OS DIAS DO ?BARRACUDA? a última das ?armas secretas? classe Albacora da Marinha Portuguesa? (Chiado Editora, Novembro de 2012), foi para as bancas ?Conversas no Café Gelo? (Guerra&Paz,2015), tendo em fase de conclusão o livro ?1942 O Ano que Abalou Lisboa: À Espera do Invasor ? uma história por contar?, que pretende lançar para o próximo ano.

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Azulejos de influêcia Islâmica em portugal

Azulejos de influêcia Islâmica em portugal

HISTORIA DEL ARTE / ESTILOS DE ARTE Y DISEÑO210 pág.ISBN 9789898896193

No momento em que a Humanidade assiste à destruição de importantíssimos vestígios cerâmicos parietais conservados in situ ou reunidos em Museus, verdadeiros testemunhos da civilização arábe-islâmica, a publicação desta obra, é reveladora de um rigoroso e bem fundamentado trabalho descritivo e de pesquisa, que vem enriquecer consideravelmente um vasto conjunto de exemplares de azulejos representativos da arte muçulmana que são uma incontornável referência civilizacional. A presença da cultura do Oriente Islâmico na História das Artes Decorativas em Portugal é quase sempre esquecida ou secundarizada. Mas as provas e os factos continuam vivos e é essa memória que este trabalho pretende descrever. A ideia de seleccionar determinados textos e os respectivos autores dedicados à cerâmica, que intensamente decora e reveste o interior e exterior dos edifícios, contribuem para o conhecimento e divulgação da arte com que o Oriente capta e reflecte a luz solar, fazendo dela a verdadeira matéria da própria arquitectura. Tratando-se de um tema de um enriquecimento iconográfico considerável, tudo aconselhava uma cuidadosa preparação do elenco do tema abordado. Muitas variedades fascinantes de História e de Cultura se combinam nestes textos e percorrendo-os, vemos como nesta antologia se misturam, as imagens, o saber histórico e uma grande competência especializada e técnica. O livro que agora se apresenta não é, como seria de desejar, um repositório exaustivo de exemplares existentes em Portugal. Percebemos, ao ler estes textos, a importância do rigor e bem fundamentado trabalho descritivo e de pesquisa desse património, que desejamos ver preservado e enriquecido, e que são uma referência importante da arte islâmica em Portugal. A metodologia e os critérios que presidiram à selecção dos autores e dos textos publicados são da responsabilidade do antologista e deles terei debatido com muitos e difíceis problemas que, todavia, superei com gosto e rigor. Por boas e evidentes razões, esta selecção poderá constituir um salutar desafio para que outros metam mãos à obra e, como acréscimo de um património bibliográfico que se deseja cada vez mais amplo e mais rico. Já se passaram alguns anos, desde quando estes textos foram escritos. As descrições mantém-se actualizadas, os autores, esses, já poderiam hoje ter outras noções para aquilo que escreveram na época. Mesmo assim, o contributo que cada um desenvolveu, enriquece e contribuem, em grande parte, para o que representa em Portugal a existência de azulejos decorativos de influência hispano-árabe. O que pretendemos partilhar, devo-o à colaboração empenhada de uns grandes amigos, por terem posto à disposição espantosos trabalhos de arte, que fizeram com que levasse a cabo esta colectânea e respectivas informações complementares.

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Azulejos de Fachada em Sesimbra

Azulejos de Fachada em Sesimbra

Historia local116 pág.ISBN 9789898983237

O "Inventário" da azulejaria de fachada presente em Sesimbra, que se publica, é o resultado final de um trabalho que procurou registar um dos aspectos mais vastos e originais da azulejaria portuguesa. O trabalho de rastreio fotográfico e a recolha de elementos informativos e actualizados no tempo sobre o núcleo de azulejaria semi-industrial de fachada em Sesimbra demorou cerca de três anos e implicou percorrer os diversos locais onde podemos recolher os seus testemunhos. É um conjunto de testemunhos fotográficos organizados em ficheiro, composto por 56 núcleos, cobrindo toda a área urbana da vila, que reverte-se de um importante interesse como documento histórico no estudo e levantamento do Património em Azulejo ainda existente. O levantamento como um processo inerente e característico de registo segue um percurso pelos edifícios distribuídos por todo o perímetro da vila de Sesimbra, resultando na concepção de uma base de dados seguindo uma metodologia de trabalho adoptando o seguinte critério: Fichagem de cada núcleo definindo a sua localização geográfica, imagem da fachada, pormenor do padrão de revestimento, data, tipo de decoração, local de produção, descrição e análise dos padrões, estado de conservação e breves referências bibliográficas. Não foi possível identificar a origem de alguns dos azulejos aqui apresentados. No entanto, na procura de dados históricos relativos a alguns dos azulejos mais característicos, estabeleci contactos com algumas pessoas, recolhendo e anotando os seus testemunhos orais, e consultando várias fontes existentes, fomos levados a crer que grande parte dos revestimentos seriam de produção proveniente dos grandes centros de azulejaria de Lisboa, Vila Nova de Gaia e Porto. Esperamos que este livro tenha alcançado o objectivo primordial que foi constituir uma fonte de informação útil para um aprofundamento de inventariação dos azulejos de fachada de Sesimbra no contexto da forma como foi possível utilizá-lo nas suas diversas variedades. Este modesto trabalho, que teve princípio e meio, tem de ter fim – e o tempo deste já chegou. Quem folhear estas 138 páginas, vai descobrir relíquias que fazem parte da arquitectura viva da vila de Sesimbra.

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