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A Memória das Prateleiras

Fernando Penim Redondo

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Grande parte dos textos deste livro foi escrita durante a pandemia, na Primavera de 2020. Se deixarmos o computador por algum tempo, e percorrermos a casa sem pressa, como se faz durante um confinamento, vamos deparando com objectos que ali se encontram há muito e que raramente despertavam a nossa atenção. Um passado longo que foi deixado, por aqui e por ali, ao acaso das prateleiras, reclama a nossa antenção a partir das mais imprevistas associações. Podem ser os episódios vividos, mais sérios ou mais picarescos, as divagações ideológicas um tanto ou quanto teóricas; ideias desencadeadas por filmes e livros, e também confissões de coleccionador. Assim surgiram dezenas de crónicas, meia dúzia de poemas, algumas peças de pura ficção, as mais das vezes sob a forma de parábolas, e muitos relatos de viagens. A mistura das viagens, da música, da fotografia, da tecnologia digital e da militância sindical ou política pode parecer estranha; mas a verdade é que se entrelaçaram, irremediávelmente, nos quase oitenta anos de vida do autor.

ISBN9789897827730
Páginas300
Tamaño160 x 235 cm
FormatoTapa blanda con solapas
Año2023
EditorialMário Brito Publicações Unipessoal, Lda | 5livros
IdiomaPortugués
TemáticaCuentos
18,00 €

Los precios incluyen IVA

En stock

Ficha técnica

ISBN
9789897827730
Páginas
300
Tamaño
160 x 235 cm
Formato
Tapa blanda con solapas
Año
2023
Idioma
Portugués
Temática
Cuentos

Acerca del autor

Fernando  Penim  Redondo

Fernando Penim Redondo

Fernando Penim Redondo nasceu em Lisboa, em Maio de 1945.
Estudou Economia, no ISCEF, ao mesmo tempo exercia o cargo de professor no ensino secundário.
Aderiu ao Partido Comunista Português em 1966 e foi eleito, no mesmo ano, para a Direção do Cineclube Universitário de Lisboa.
Em 1967 foi incorporado na Armada e mandado para a Guiné, como tenente dos fuzileiros.
Após a guerra, iniciou uma carreira na IBM, a maior empresa mundial na área das tecnologias da informação, como engenheiro de sistemas.
Em paralelo com a carreira profissional manteve sempre a atividade sindical e política até ao princípio dos anos 90.
No fim dos anos noventa tornou-se gestor e empresário na área das tecnologias.
A 18 de Abril de 1974 foi preso pela PIDE, em consequência da sua actividade política clandestina, sendo um dos últimos a entrar na prisão de Caxias; retomou a liberdade com o 25 de Abril.
Afastou-se do PCP, após o XIII Congresso, em 1991, por discordar da forma como o partido reagiu ao desmoronamento da URSS.
Durante a juventude, em meados dos anos sessenta, publicou numerosos poemas no suplemento “Juvenil” do Diário de Lisboa.
Mais recentemente publicou:

– “Do Capitalismo para o Digitalismo”, Caminho das Letras 2003, em co-autoria. Uma tentativa de repensar o Marxismo à luz das tecnologias actuais.

– “Crónicas de um Tenente”, Edições Colibri 2019. Trata de episódios vividos na resistência ao salazarismo e na guerra da Guiné, que surgem entrelaçados na sua história pessoal.

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