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Armando Palavras

Armando Palavras

Armando Manuel Gomes Palavras, nasceu em Angola (Golungo Alto – Região dos Dembos) a 17 de Janeiro de 1960. Com um ano de idade, após os acontecimentos do 15 de Março (1961) vem para Portugal acompanhado de sua mãe. Passa a infância em Lagoaça (Freixo de Espada à Cinta), onde conclui a escola primária. Regressa a Luanda, onde realiza o exame da 4ª Classe. Entre Luanda, Golungo Alto (Camame) e a então vila de Salazar (hoje N’dalatando) passa os seguintes cinco anos. Quando se dá a “revolução dos cravos” regressa a Lagoaça onde passa a juventude, repartida com cidades como Bragança, Vila Real, Braga e Porto. É Licenciado em Belas Artes (Pintura), Doutorado em História, na área específica de História da Arte, e investigador integrado do CITAD, Centro de Investigação em Território, Arquitectura e Design, do ILID (Agrupamento de Centros de Investigação), financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia), desde 01 / 09 / 2010. Tem publicado, na sua área académica, vários artigos em revistas como Brigantia (Bragança), Tellus (Vila Real), Beira Alta (Viseu) e Côa Visão (Vila Nova de Foz Côa). Foi colaborador na revista 9 séculos-revista da lusofonia (Guimarães). Publicou alguns volumes: ensaio sobre a Bandeira processional de Lagoaça (Ed. EXOTERRA, 2020); A actividade construtora setecentista em Penaguião Documentos para o seu estudo- Vol. I, ed. 5 Livros pt (2021), Porto, Portugal.; As igrejas setecentistas do Padroado da Universidade de Coimbra (bispado de Lamego) – documentos para o seu estudo – Vol II, ed. 5 Livros pt (2021), Porto, Portugal.; As visitações de Alijó e alguns documentos dispersos - documentos para o seu estudo- Vol III, 5Livros pt (2022) Porto, Portugal; AS MULHERES NOS EVANGELHOS CANÓNICOS – A SUA REPRESENTAÇÃO NA PERIFERIA DURIENSE, ed. 5livros, Porto, Porto, Portugal: 5Liivros. 2023; Artistas e Artífices no Século XVIII nas periferias Transmontana, Beirã e Duriense. Porto, Portugal: 5Livros. 2024; Igrejas do padroado da Universidade de Coimbra nas duas margens do Douro - Século XVIII (2025). Noutras áreas da escrita coordenou duas antologias de autores transmontanos: Trás-os-Montes e Alto Douro – Mosaico de Ciência e Cultura (Exoterra, 2010/2011); Antologia de Autores Transmontanos, Durienses e da Beira Transmontana, Ed. Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, 2018. Colaborou com a Comissão Técnica do IV Congresso Transmontano e Alto-duriense em 2018. Organizou vários eventos culturais e colaborou com a imprensa regional transmontana durante vários anos. Há anos que colabora no blogue Tempocaminhado.

Sus libros

A actividade construtora setecentista em Penaguião

A actividade construtora setecentista em Penaguião

Divulgación científica200 pág.ISBN 9789897822629

O corpo documental que surge neste primeiro volume faz parte de um conjunto documental investigado pelo autor há 22 anos em vários Arquivos Nacionais. Foi apresentado em tese de Mestrado (2001) e em tese de Doutoramento (2011). Neste volume são apenas transcritos os contratos realizados entre os mais diversos artífices setecentitas e os juízes das igrejas, incluindo os fregueses, para as obras realizadas em igrejas, capelas, e obras particulares e públicaas em Penaguião, encontrados no Arquivo Distrital de Vila Real (ADVR). Destes contratos retira-se que a complexidade processual que envolvia a realização destas obras setecentistas é inequívoca. Por ela se pode estabelecer uma cronologia precisa, desde a projecção à execução, além de outros elementos, tais como os seus intervenientes desde a entidade contratante aos contratados, fiadores e abonadores. Aos mestres era pedida a responsabilidade da obra através de contrato que, muitas vezes, culminavam em escritura pública, assumida nos apontamentos que subscrevia, mas cuja chancela poderia ter várias origens: o próprio mestre, o juiz da igreja, um ou outro religioso, entre outros. O preço das obras era estipulado em arrematação, normalmente pelo lance mais baixo, na rua pública ou no adro da igreja. E estas, depois de arrematadas poderiam ser trespassadas a outros mestres. Os pagamentos eram feitos em prestações várias, assim que os mestres revisores, normalmente dois, e escolhidos por ambas as partes, o entendessem, exigindo um prazo de conclusão, coincidindo, regra geral, com o calendário religioso. Alguns mestres trabalharam em parceria (ou equipa), constituindo autênticas oficinas locais e sociedades.

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Igrejas setecentistas do padroado da Universidade de Coimbra

Igrejas setecentistas do padroado da Universidade de Coimbra

MUSEOLOGÍA Y ESTUDIOS DEL PATRIMONIO200 pág.ISBN 9789897822971

O acervo documental que surge neste segundo volume faz parte de um conjunto documental investigado pelo autor há 14 anos no Arquivo da Universidade de Coimbra. Foi apresentado em tese de Doutoramento (2011). O património da Universidade era em grande parte constituído pelo seu Padroado, ou seja, o conjunto das igrejas sobre as quais tinha o direito de apresentar os párocos, recebendo rendimentos compostos, sobretudo, pelos dízimos dessas mesmas igrejas, bem como de outros bens a elas anexos. Todo este património era administrado pela Mesa da Fazenda, juntamente de um corpo administrativo que, sob as suas ordens, organizava todo o processo de rentabilização dos bens. Com a Reforma Pombalina e porque o alargamento do seu património assim o exigia, assiste-se a certas mudanças no sistema administrativo que até então vigorava e, consequentemente, à extinção da Mesa da Fazenda para surgir em sua substituição a Junta da Fazenda, auxiliada por uma Contadoria, uma Tesouraria e uma Executoria, de acordo com as determinações do Alvará de 28 de Agosto de 1772. As decisões eram deste modo morosas, por isso as obras tardavam a realizar-se, porque tudo era acautelado. A averiguação dos trabalhos, a avaliação dos materiais e a verificação dos orçamentos propostos. O arquitecto responsável pelas igrejas deste padroado era, à altura, Manuel Alves Macamba. A ele se devem alguns riscos de retábulos e de capelas-mores. A ele competia ainda aprovar as obras a executar nestas igrejas, pelos vários artífices, autorizando os seus orçamentos. Á Universidade competia zelar pela “fábrica” das suas igrejas – fornecimento de cera e tratamento dos paramentos e alfaias litúrgicas – e pelo património arquitectónico e artístico. A este dedicava especial atenção à reparação e conservação dos edifícios de culto – reparar os retábulos da capela-mor, das imagens e da sacristia – bem como as residências paroquiais e os celeiros onde se guardavam as rendas da Universidade nesses locais, fruto de pagamentos de dízimos e outras dívidas. Normalmente era ao pároco da respectiva freguesia que competia comunicar à Universidade o real estado do seu património, ficando ainda registado nos livros de visitas, em capítulos próprios, para depois deles se enviar certidão à Universidade. Neste volume, são abordadas as igrejas do Património Novo, fundamentalmente algumas do bispado de Lamego, as do Padroado do Colégio de São Pedro e a da Cumieira que advinham dos bens do Colégio das Artes.

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As visitações de Alijó  e alguns documentos dispersos

As visitações de Alijó  e alguns documentos dispersos

SOCIEDAD Y CIENCIAS SOCIALES200 pág.ISBN 9789897824531

As vigilâncias ou visitações na diocese de Braga eram problemáticas. Por um lado, porque era extensa, por outro as vias de comunicação não eram as melhores. Disso se queixava o arcebispo Dom José ao Rei. Ora era a esta diocese que pertencia a também extensa Província transmontana, constituída por inúmeras povoações. Daí as dificuldades de, com regularidade, ser visitada pelo próprio arcebispo. Para as colmatar, eram então as três comarcas transmontanas, sob a jurisdição de Braga, visitadas regularmente por três visitadores. Uma dessas visitações era mesmo controlada pelo Cabido. Eram ainda escolhidos dez eclesiásticos e seis Vigários Gerais, para directamente inspeccionarem as actividades dos párocos, tanto no aspecto espiritual como no aspecto temporal. Nestas visitações, sobressaíam as acções directamente relacionadas com os templos religiosos. Com a sua edificação ou com a sua restauração e manutenção. Mas não só. Incluíam preocupações ao nível das alfaias religiosas e dos paramentos. A edificação de igrejas ou de outro qualquer edifício de culto exigia a autorização especial do bispo, a quem, futuramente, pagariam “sensoria”. Para além das igrejas, os visitadores tinham ainda o cuidado de exercer vigilância sobre as capelas ou ermidas. O visitador era, geralmente, acompanhado pelo pároco confirmado, pelo rendeiro, e por outras pessoas da freguesia, normalmente os eleitos da irmandade ou confraria, que assinavam como testemunhas os capítulos da visitação. Na sua longa deslocação, por vezes de vários meses, era acompanhado por criados. À falta de testemunhas locais, assinavam os criados. Além das visitações de Alijó (utilizadas em tese de Mestrado – 2001 – e sobretudo de Doutoramento – 2011), neste Vol III, destacam-se ainda, duas grandes visitações na região: 1 - A visita de Dom José de Bragança entre 1746 – 1750 às vilas de Guimarães, Amarante, Vila Real e Chaves. 2 – A visitação realizada à então Comarca de Sobre Tâmega pelo Abade de Santa Cruz de Sorim da Comarca de Penafiel, Francisco Mateus Xavier de Carvalho, em 1769. São ainda destacados os argumentos para a formação da Diocese de Vila Real, bem como as incongruências, e certos elementos sobre a construção de algumas igrejas e capelas setecentistas em vários concelhos da região duriense.

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As Mulheres nos Evangelhos Canónicos

As Mulheres nos Evangelhos Canónicos

SOCIEDAD Y CIENCIAS SOCIALES186 pág.ISBN 9789897827006

O discipulado de Jesus tem, nas últimas quatro décadas, promovido argumentos a favor e a desfavor da sua composição. Sabemos que os doze era o grupo mais próximo de Jesus, mas os indícios apontam para que o grupo de discípulos era muito maior e constituído por várias mulheres. Várias investigadoras, algumas ligadas a movimentos femininos, fundamentadas em novos dados sobre a sociedade judaica na época, defendem isso. Nos próprios evangelhos encontramos alguns indícios e certos Padres da Igreja o sustentam. O tema do discipulado feminino de Jesus, serviu de pretexto para iniciarmos este ensaio, sobre as mulheres nos evangelhos canónicos, como é sugerido no título da publicação, que serve o propósito de analisar, em termos iconográficos, vários episódios dos evangelhos, onde estas mulheres estiveram presentes e se destacaram. Episódios que estão incrustados no espólio das igrejas periféricas da região do Douro, sobretudo em pequenos painéis que forram os tectos dos templos.

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Artistas e Artífices do Século XVIII

Artistas e Artífices do Século XVIII

Historia del siglo xxi: c. 2000-204 pág.ISBN 9789897828881

O presente volume inclui um conjunto de artistas e artífices que, durante todo o século XVIII, deambularam pela periferia do norte do país, deixando a sua marca em obras de talha, carpintaria, alvenaria e pintura, tanto em edificações públicas, como religiosas. Os que aqui se apresentam, compõem uma espécie de proto dicionário de artistas que calcorrearam toda a região do Douro, da Beira Transmontana e de Trás-os-Montes e Alto Douro. Neste caso concreto, a geografia a destacar, inclui as duas margens do Rio Douro – a direita e a esquerda – dentro dos limites da Região Demarcada. As igrejas da margem direita pertencem à região de Trás-os-Montes e Alto Douro (assinalada a laranja); as da margem esquerda (deste estudo), compõem um conjunto da denominada Beira Transmontana, incrustadas no Bispado de Lamego (assinalada a lilás), cujo padroado era pertença da Universidade de Coimbra. Exceptuando 11 artistas e artífices, os restantes foram descobertos pelo autor e apresentados em duas investigações universitárias (2001 e 2011).

Igrejas do padroado da Universidade de Coimbra nas duas margens do Douro – Século XVIII

Igrejas do padroado da Universidade de Coimbra nas duas margens do Douro – Século XVIII

PROSA: NO FICCIÓN212 pág.ISBN 9789895860616

O volume agora publicado trata das igrejas do padroado da Universidade de Coimbra, no século XVIII, nas duas margens do DOURO. Pelos dados adquiridos nos documentos manuscritos, é bem notória a complexidade processual que envolvia a realização das obras setecentistas, permitindo acompanhar o desenvolvimento de cada obra, estabelecendo até, cronologias precisas, desde a projecção à execução. E nesta complexidade, elementos vários intervêm, dando-nos um conhecimento, não só factual, como contextual, deveras relevante para um estudo, não só específico como global. Através deste processo são conhecidos os intervenientes: os mestres, os oficiais, os magistrados, as testemunhas, os abonadores, os fiadores, as instituições contratantes, etc.

Muitos artesãos desconhecidos renascem. Através deles se trava conhecimento com as várias actividades económicas que então se desenvolviam localmente. As ruas, os locais de arrematação, tudo vive neste complexo processo.

Por último, toda a documentação é transcrita na íntegra.
A arte da talha em terras de Penaguião

A arte da talha em terras de Penaguião

Tallas: obras de arte202 pág.ISBN 9789895863044

Com larga tradição desde a época medieval, Penaguião distinguiu-

-se como um pequeno concelho rural, com as suas características administrativas.

É com essa organização administrativa que vai decorrer a actividade construtora do concelho e, podemos dizê-lo, de toda a região, pois essa sociedade rural e periférica estava estruturada desta forma, com uma ou outra diferença irrelevante.

Dessa actividade construtora, interessa para este trabalho, apenas a que directamente está ligada à retabulística; à talha dourada.

Não foi possível fazer uma análise minuciosa no que respeita à iconografia, tipologias e modelos compositivos, periodização, materiais e técnicas. Por essa razão, o presente trabalho incide apenas na produção – mestres e oficinas. Alicerçado em documentação recolhida em 1999, em vários Arquivos Nacionais, que serviu para investigações universitárias, nos anos de 2001 e 2011 (esta apresentada em 2009).

Através desta documentação são conhecidos os intervenientes: os mestres, os oficiais, os magistrados, as testemunhas, os abonadores, os fiadores, as instituições contratantes, etc.

Muitos artesãos desconhecidos renascem. Através deles trava-

-se conhecimento com as várias actividades económicas que então se desenvolviam localmente. As ruas, os locais de arrematação, tudo vive nestes documentos.