Sérgio Soares
Recordo com profunda emoção a guerra de três dias em Luanda, em que vi morrer muita gente inocente. Essas situações e imagens não me saem da memória, tendo deixando traumas que, hoje, passados muitos anos ainda se mantêm no meu coração. Poderia enumerar muitas situações no que concerne a ajuda recíproca que recebi de muita gente relevante, mas porque a condencialidade deve de ser uma obrigação sempre presente, decidi só referir neste livro que deixo aos meus familiares, factos que distraiam a mente de todos aqueles que comigo caminharam na digni cação da hotelaria. Hoje, quando olho para o passado, lembro amigos e amigas que conheci, alguns que Deus já levou para junto de si. Foi sempre com esse espírito de entrega que dediquei, e apesar da idade, ainda dedico, a esta pro ssão. Em todos estes anos em que dei, por onde trabalhei, o meu melhor, transformei sonhos em realidade e, com isso, ajudei-me (...) Tantos anos depois, relembro, com imensa saudade, o meu grande amigo ango lano, com quem brincava todos os dias, em criança, em Portugal, e o recado da minha mãe: “Vamos para Angola, meu lho, en contrar o teu Pai!”
Su libro

Carlos Amorim: Os mundos que vivi
Carlos Amorim foi e é um excelente gestor hoteleiro porque, ao longo de várias décadas, reuniu as competências técnicas e humanas essenciais ao bom desempenho deste tipo de funções nos mais variados hotéis em diversas partes do Mundo. O homem que começou como mandarete de um hotel, ainda com tenra idade, aos dez anos, vindo de uma pequena aldeia do Alto Minho, tornou-se um estratega institucional, capaz de transformar desafios logísticos, políticos e culturais em montra internacional. A sua divisa assume que “a hospitalidade não é apenas serviço, mas também imagem, cultura e diplomacia”.
